80% dos trabalhadores brasileiros enfrentam dificuldades financeiras; endividamento diminui produtividade das empresas em 15%

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Um profissional deve deixar os problemas pessoais do lado de fora da empresa que trabalha. Certo? Errado. Com o aprofundamento da crise no país, muitas empresas se depararam com funcionários desconectados da rotina profissional e o principal motivo é preocupação com dívidas, nome sujo ou acúmulo de contas. De acordo com dados da The Employer´s Guide to Financial Wellness - EUA, o endividamento dos profissionais diminui a produtividade em 15%, refletindo também na saúde financeira das empresas.

Neste cenário, algumas ideias de negócio já surgem no mercado e propõem não só tirar o profissional do vermelho, mas também torná-lo um poupador. A H3R - empresa brasileira que oferece soluções financeiras para CLTs - tem como principal objetivo orientar trabalhadores que têm pouco acesso à tecnologia a terem uma vida financeira equilibrada. A empresa atua por meio de crédito consciente e produtivo, com taxas personalizadas ao perfil do funcionário, e educação financeira - consultorias.

“O conceito de crédito consciente deve ser aplicado com o seu uso planejado, com propósito e educação financeira, fomentando o empreendedorismo e evitando o endividamento excessivo. O Brasil vive uma crise econômica em que os principais prejudicados são os trabalhadores e a H3R propõe ajudar a resolver esses problemas financeiros para que todos os lados se beneficiem”, destaca Fernando Ferraz, sócio-fundador da H3R.

80% dos trabalhadores brasileiros enfrentam dificuldades financeiras

A H3R já emprestou meio bilhão de reais e atualmente é fomentada pelo FIDC NeoCred - focado apenas em operações de empréstimos para funcionários de empresas privadas. Fundada em 2005, a empresa se tornou o braço direito dos RHs, atuando como consultora e ajudando a resolver os principais problemas dos funcionários com o orçamento doméstico. Estima-se que mais de 80% dos trabalhadores brasileiros enfrentam dificuldades financeiras, segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).

Para Fernando, RHs enfrentam dificuldades para reconectar profissionais com o trabalho em razão do acúmulo de dívidas e problemas financeiros. “O aumento das dívidas é um problema comum entre os trabalhadores brasileiros e não deve ser ignorado. Consome o tempo e a energia das pessoas e é por isto que oferecemos não só o crédito consciente e personalizado para sair do vermelho, mas também educação financeira de como melhor utilizar este benefício. Trabalhamos para que o colaborador não volte a ficar endividado e comece a criar uma cultura de poupar com consciência”, finaliza Fernando.

Criado em 2003, o Bolsa Família unificou programas sociais do governo Fernando Henrique Cardoso, que incentivavam saúde, educação, abastecimento de energia e gás em um cadastro único.  Em 2018, o número de famílias atendidas pelo programa de transferência de renda somou mais de 14 milhões. O benefício é concedido às famílias que comprovam situação de pobreza (renda média familiar inferior a R$ 170). Se a renda per capita for inferior a R$ 89, a família pode receber auxílio extra para sair da situação de extrema pobreza.

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O presidente Jair Bolsonaro, diante da perda de popularidade e caracterizado - em 100 dias de governo - pelas propostas de cortes nos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, anunciou, por meio de sua rede social, a criação do pagamento de 13º salário às famílias beneficiadas pelo Bolsa Família e o corte de reajuste para esse ano.

Em se tratando de despesas públicas, esse bônus deve custar em torno de R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos em 2019, segundo o Ministério da Cidadania. E o governo precisa garantir mais R$ 6,5 bilhões em crédito suplementar, para assegurar a execução do programa (orçada em R$ 29 bilhões).

Crédito suplementar é entendido como a modalidade de crédito adicional destinada ao reforço de dotação orçamentária já existente no orçamento. É autorizado por lei e aberto por decreto do Poder Executivo. A autorização pode constar da própria Lei Orçamentária Anual (LOA) e deve indicar a fonte de recursos e justificativa, de acordo com o art. 43, da Lei 4.320/64. Vale ressaltar que a fonte de recursos foi supostamente citada como sendo os pentes-finos que vêm sendo feitos para identificar fraudes no próprio Bolsa Família e em benefícios do INSS.

Apesar de ser considerado um programa modelo, o Bolsa Família não possui uma modalidade de reajuste com periodicidade definida. Os aumentos nos valores dos benefícios, básicos e variáveis, e a avaliação do critério de pobreza para compor as famílias que recebem o auxílio, são feitos conforme o orçamento e necessidades de cada governo, inclusive necessidades de aprovação juntamente a eleitores.

A despeito da eficiência do Bolsa Família, o combate à pobreza apertou no Brasil, muito por causa da grave e insistente recessão econômica. A crise apanhou empregos, reduziu a renda média e muitos brasileiros caíram de classe social. Destaco que não sou contra uma ação de distribuição de renda e de ampliação de um programa que é marca das ações priorizadas nos governos do PT, reconhecidas no mundo. No entanto, a fome voltou a assombrar e a mortalidade infantil voltou a crescer. Temos cerca de 13 milhões de desempregados, ansiosos por medidas reais e imediatas, com impactos positivos e de longo prazo. Se não forem tomadas medidas mais eficazes para a geração de renda e emprego, a cada ano mais pessoas serão enquadradas no programa. Sozinho, ao fim do ano, o 13º não irá gerar empregos duradouros em nossa economia.

De um lado, o governo corta recursos para saúde e educação, além da própria assistência social. De outro, toma medidas populistas. Ao mesmo tempo que o governo anuncia como ação o investimento com o Bolsa Família, apoia o perdão da dívida do agronegócio. Defendemos uma política mais eficaz e de equilíbrio das contas públicas.

 *Françoise Iatski de Lima é mestre em Desenvolvimento Econômico e professora da Universidade Positivo.

Levantamento apontou que 49,7% dos entrevistados estão otimistas com a economia do estado do Rio de Janeiro para daqui a três meses, mas otimismo é menor para o mês de maio

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Pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec/RJ) para a Fecomércio RJ aponta otimismo entre os empresários fluminenses para os cenários econômicos do país e do estado nos próximos três meses e preocupação no curto prazo, com queda na confiança para o próximo mês (maio). O levantamento, apurado pelo Instituto Fecomércio RJ de Pesquisas e Análises (IFec), apresentou questões sobre as expectativas de melhora para a economia, em âmbito nacional e local. Também foram monitoradas as expectativas para o mês de maio.

O número de empresários que disseram estar confiantes ou muito confiantes para os próximos três meses na economia brasileira (54,2%) permaneceu superior ao número de empresários que disseram estar confiantes ou muito confiantes para o próximo mês (52%), no monitoramento de abril. No entanto, houve uma diminuição da distância entre o otimismo de longo e curto prazos, que registrou valor igual a 9,4 pontos percentuais em março. A redução se deve à queda do percentual de empresários confiantes ou muito confiantes para os próximos três meses, já que a apuração de março registrou valor igual a 60,6%.

A redução confirma a queda já observada entre a apuração de fevereiro e março, indicando que a demora de reação da economia pode estar começando a contaminar as expectativas mais longas.

O padrão se repete para o Estado do Rio de Janeiro, isto é, mais otimismo para os próximos três meses (49,7%) do que para o próximo mês (40,3%). Na média, no entanto, os empresários fluminenses estão menos otimistas em relação à economia do Rio. E essa postura é justificável. Existem razões para se acreditar que a crise econômica que tornou os brasileiros mais pobres em 2015 e 2016 foi ainda mais grave no Estado do Rio de Janeiro. Enquanto que a variação acumulada nos últimos 12 meses do IBC, índice do Banco Central que mede a atividade econômica com frequência mensal, tornou-se positiva para o Brasil a partir de setembro de 2017, continua negativa para o Rio. Entre janeiro e fevereiro, o índice apresentou queda de 1,75% na série com ajuste sazonal, quarto pior resultado mês/mês em toda a série histórica.

A pesquisa do IFec / RJ foi realizada com 469 empresários do comércio de bens, serviços e turismo em todo o Estado do Rio de Janeiro.

Confira pesquisa do Cuponation sobre quanto o brasileiro trabalha para pagar pelo lanche

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 “Amo Muito Tudo Isso” é a propaganda perfeita para quem ama dois hambúrgueres suculentos recheados de amor e calorias. Por ser um dos lanches mais vendidos da história do McDonald’s, o Cuponation, plataforma de descontos online, realizou um levantamento de como é a performance do Big Mac pelo mundo e a relação dos salários do brasileiro e do americano com o preço do produto.

O Statista, portal online de estatísticas, divulgou no começo do ano os preços do lanche pesquisado em mais de cinquenta países. Com mais de 900 restaurantes espalhados e cerca de 3.500 quiosques no Brasil, (e sabendo que o povo brasileiro é o que mais come fora de casa da América Latina), o Brasil ficou na 9º posição do ranking de preços mais caro, pagando quase R$18.

O Cuponation fez um estudo comparando o preço do sanduíche mais conhecido do cardápio com o salário médio da marca (R$2.500 - segundo o IBGE) e mínimo (R$998 - valor atual) do Brasil. A renda média mensal per-capita mostra que um brasileiro precisa trabalhar 1h e 26 minutos para comprar um Big Mac. Para um brasileiro que ganha um salário mínimo comprar esse mesmo produto, o tempo trabalhado quase triplica: 3h e 17 minutos.

Ao comparar o preço do salário mínimo americano (US$1.276) com o preço pago pelo lanche no país (US$5,58), foi constatado que um americano trabalha 46 minutos para comprar um Big Mac. Ou seja, o brasileiro trabalha 4 vezes mais que o americano para obter o sanduiche.

Ainda segundo o Statista, o país que lidera a lista é a Suíça, pagando R$25,72. Em segundo e terceiro lugar estão a Noruega e a Suécia, que pagam respectivamente por volta de R$22,77 e R$22,64. Os países em que o Big Mac é mais barato são a Rússia (que paga em torno de R$6,41) e a Ucrânia (que gasta cerca de R$7,57), levando em consideração o valor do dólar no dia 22 de março deste ano. Veja mais no infográfico interativo.

O fast food conseguiu acumular na receita global por volta de 21,03 bilhões de dólares no ano de 2018, o equivalente a aproximadamente R$81,73 bilhões em reais.

No Brasil, a rede de fast foods teve por volta de 7.7% de  crescimento e movimentou cerca de 60 bilhões de reais apenas em 2015. Atualmente, aproximadamente 2 milhões de brasileiros vão ao restaurante de fast food por dia.  

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https://www.cuponation.com.br/insights/bigmac-2019

Apenas 10% conseguem lidar com despesas inesperadas e 64% raramente têm sobras de dinheiro. Mais da metade admite não aproveitar a vida pela forma como administra seu dinheiro

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A capacidade de honrar com as obrigações financeiras, sentir-se seguro em relação ao futuro financeiro e poder fazer escolhas que permitam aproveitar a vida são comportamentos que definem como uma pessoa se relaciona com o dinheiro. Com base nesses pilares, a Confederação de Dirigentes Logistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), com apoio da  Comissão de Valores Mobiliários (CVM), vêm medindo o Bem-Estar Financeiro dos brasileiros desde 2017. Em fevereiro último, o indicador apontou que 64% dos consumidores vivem no limite do orçamento, ou seja, raramente ou nunca têm dinheiro sobrando. Enquanto 26% conseguem, às vezes, ter uma reserva e apenas 9% afirmam que sempre ou frequentemente contam com alguma sobra. Além disso, 27% temem que o dinheiro não dure até o fim do mês.

Outro dado mostra que somente 10% estão preparados para lidar com imprevistos. Seis em cada dez (64%) não possuem capacidade de lidar com despesas inesperadas. O nível de bem-estar financeiro de cada consumidor varia de acordo com respostas dadas em dez questões que avaliam os hábitos, costumes e experiências com uso do dinheiro. Numa escala que varia de zero a 100, quanto mais próximo de 100, maior o nível médio de bem-estar financeiro da população; quanto mais distante de 100, menor o nível.

Em fevereiro de 2019, o indicador ficou estável ao marcar 48,3 pontos — muito próximo do índice observado no mesmo mês do ano passado, que ficou em 48,5 pontos. “Quanto à conjuntura, o consumidor não viu grande melhora, já que a queda no nível de desemprego e o aumento da renda continuam sendo pouco expressivos. Além disso, os aspectos comportamentais, que têm peso importante no bem-estar financeiro, também levam algum tempo para mudar”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

55% não tomam atitudes para garantir o futuro financeiro e maioria deixa de aproveitar a vida pela forma com que administram o dinheiro

O compromisso com os objetivos financeiros também pesam no bem-estar financeiro das pessoas. Nesse pilar, os consumidores brasileiros mostram-se pouco atentos ao futuro: 55% não têm adotado ações que assegurem o futuro financeiro. Chama a atenção o fato de mais da metade (51%) dos consumidores acreditarem, que, por causa da sua situação financeira, não terão as coisas que querem na vida.

Mas não é só do futuro que o consumidor deve se ocupar para ter bem-estar financeiro. A liberdade para fazer escolhas completa os pilares do bem-estar financeiro. Os números apontam que 54% admitem não aproveitar a vida pela forma com que administram o dinheiro, enquanto 29% não conseguem viver plenamente em razão de sua condição financeira.

“Para mudar esta situação é importante que a pessoa assuma as rédeas de seu orçamento. Com planejamento e organização financeira, fica mais fácil conseguir honrar os compromissos e garantir a realização de sonhos, lidar com imprevistos e aproveitar a vida dentro de suas possibilidades”, orienta o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

Bem-estar financeiro é maior entre a população acima de 50 anos

A abertura dos dados por faixa etária sinaliza que, entre os mais velhos, acima de 50 anos, o nível médio de bem-estar financeiro foi maior (50,0 pontos) do que o observado entre os mais jovens (47,8 pontos) e os de meia idade (47,3 pontos). Na faixa de 18 a 34 anos, 69% disseram não ter capacidade para lidar com imprevistos, enquanto na faixa de 50 anos ou mais o percentual foi de 57%.

Outra diferença surge ao se analisar a possibilidade de aproveitar a vida por conta da maneira como o brasileiro administra o dinheiro. Na faixa de 18 a 34 anos, 58% dizem não ter essa possibilidade, ante 49% entre 50 anos ou mais. De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, isso acontece porque na terceira idade, reduz-se o peso da preocupação com o futuro e os compromissos financeiros típicos da meia idade, como a aquisição de casa, carro e criação dos filhos.

Metodologia 

O Indicador baseia-se num modelo de score desenvolvido pelo Consumer Financial Protection Bureau (CFPB), órgão americano de proteção ao consumidor, traduzido para realidade brasileira por pesquisadores do Núcleo de Estudos Comportamentais da CVM, tendo como objetivo medir, periodicamente, o nível de bem-estar financeiro da população. A mensuração é feita através de entrevistas aplicadas periodicamente a uma amostra representativa dos brasileiros, com um questionário composto de dez questões. De acordo com suas respostas, os entrevistados recebem uma nota, que pode variar entre zero e 100. Quanto mais próximo de 100, maior será o nível de bem-estar financeiro; quanto mais próximo de zero, menor o nível de bem-estar. O Indicador é obtido pela média dos scores da amostra. Baixe a análise do Indicador de Bem-Estar Financeiro no link: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Sobre o SPC Brasil - Há 60 anos no mercado, o SPC Brasil possui um dos mais completos bancos de dados da América Latina, com informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios. Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.

Sobre a CNDL – Criada em 1960, a CNDL é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de 500 mil empresas, que juntas representam mais de 5% do PIB brasileiro, geram 4,6 milhões de empregos e movimentam R$ 340 bilhões por ano.

A frase “Dados são o novo petróleo”, em tradução livre para a original “Data is the new oil”, foi criada por Clive Humby, um matemático londrino especializado em ciência de dados. Essa expressão tem sido bastante citada no mercado e, executivos do mundo todo, a usam para defender a ideia de que os dados são tão valiosos quanto o petróleo – o que aponta que, em tese, quem souber fazer bom uso deles e aproveitar todo seu potencial, só tem a ganhar.

Mas a frase original de Humby não para por aí: “Data is the new oil. It’s valuable, but if unrefined it cannot really be used (…) so must data be broken down, analyzed for it to have value.” Basicamente, nessa afirmação, o cientista defende que, assim como o petróleo precisa ser refinado, dados precisam ser analisados. Aí entra todo o universo da Business Intelligence, onde, em plena Era da Economia Analítica, profissionais e empresas precisam, cada vez mais, serem alfabetizados em dados e falar de fato a essa língua, para assim, conseguir usá-los em seu potencial máximo.

Seguindo esse raciocínio, é seguro afirmar que a maior riqueza se encontra não nos dados em si, mas sim na capacidade de usá-los de forma analítica. A inteligência por trás deles é quem determina seu maior valor pois, a partir dela, serão extraídas as descobertas capazes de transformar a realidade não só das organizações, mas de diferentes mercados e, por que não, do mundo?

Nessa busca por refinar dados e neles encontrar as respostas que procuramos, um importante detalhe deve ser lembrado: diversas vezes, a resposta daquilo que buscamos está na análise dos dados que eventualmente descartaríamos – por isso se faz tão necessário o uso de sistemas inteligentes de Business Intelligence que analisem o conjunto dos dados e apontem de maneira assertiva os melhores insights.

Diferentemente do petróleo, no qual um dos maiores desafios é localizar reservas subterrâneas onde possamos encontrá-lo, o ponto chave no mundo dos dados é outro. Localizá-los já não é um problema, tendo em vista que hoje eles estão a nossa disposição. Agora, o maior desafio é saber como fazer bom uso dessa fonte de inesgotáveis possibilidades.

Outro ponto é que, enquanto o petróleo é escasso, finito, os dados não são. Muito menos, suas possibilidades. Tendo em vista o volume, a velocidade e a variedade do Big Data em si, nossa fonte de recursos para criar insights com dados é inesgotável e vai muito além do que o mundo tem hoje capacidade para suportar.

Para concluir, arrisco dizer que dados não são o novo petróleo: são ainda mais valiosos. Porém, assim como muitos países enriqueceram com o combustível do século, só enriquecerão com dados aqueles que souberem usá-los da melhor forma... também como combustível, mas dessa vez, para o futuro.

Por César Ripari, Diretor de Pré-Vendas da Qlik

Não bastasse a lentidão do processo de recuperação da economia brasileira, os elementos que explicam a saída da brutal recessão de 2015/16 não são capazes de sustentar uma trajetória contínua de expansão do produto. Ou seja, o que estamos assistindo é mais um dos chamados “voos de galinha”.

Os elementos macroeconômicos que explicaram a modesta recuperação foram distintos nos últimos 2 anos. Em 2017, o crescimento de 1% no PIB foi impulsionado pelo setor exportador. O volume das exportações brasileiras cresceu 5,2%, enquanto a demanda doméstica ficou praticamente estagnada, com expansão real de 0,2%. Já o crescimento esperado para o PIB em 2018, que deverá ser muito próximo ao do ano passado, é resultante de um mix diferente de fatores macroeconômicos. As exportações não conseguiram manter o mesmo ritmo e sofreram forte desaceleração. Segundo os últimos dados do IBGE as exportações registraram crescimento de apenas 1,5% no acumulado até o terceiro trimestre. Já os principais itens da demanda doméstica mostram números mais expressivos neste período. O consumo das famílias registrou expansão de 2,1% e os investimentos, de 4,5%.

A instabilidade do desempenho do setor exportador já evidencia uma fragilidade importante. A elevada concentração, tanto da pauta exportadora em algumas commodities quanto dos destinos dos produtos, tornam o desempenho exportador bastante vulnerável. A desaceleração das exportações decorreu principalmente da forte retração das vendas de manufaturados para a Argentina. Em contrapartida, as exportações de commodities para a China aumentou de forma muito significativa, de modo que o gigante asiático deverá ser responsável por absorver quase 30% do total exportado neste ano. Não podemos nos iludir com os números do expressivo saldo comercial de US$ 50 bilhões esperado para 2018. As bases sob as quais este resultado está sendo alcançado são cada vez mais frágeis. A dependência de produtos primários, cujos preços tendem a apresentar elevada volatilidade, é crescente. Além disso, aumenta nossa exposição à demanda chinesa, economia envolvida em um imbróglio comercial com os EUA, o qual pode afetar de forma significativa seu ritmo de crescimento a médio prazo.

Com relação à demanda doméstica, alguns elementos setoriais também reforçam a tese da fragilidade da retomada.  No caso do consumo privado, a expansão verificada em 2018 está essencialmente calcada nas vendas de bens de consumo duráveis. Já a venda dos bens de consumo semi e não duráveis seguem se retraindo. O Indicador de comércio da Serasa aponta que no período acumulado até outubro houve expansão de 12,9% nas vendas de “móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e informática” e de 7,4%, de “veículos, motos e peças”. Contudo, as vendas em “supermercados e hipermercados” e de “tecidos, vestuário, calçados e acessórios” registraram retração de -2,5% e -2,6%. Este resultado deixa claro que a expansão do consumo ocorreu em função das melhores condições de crédito, e não de renda. O consumo de massa, associado a bens de menor ciclo de vida e capazes de sustentar um crescimento mais perene, continua em queda. Estes tipos de bens dependem essencialmente da renda média e da massa salarial. A PNAD mostra que de janeiro a setembro, a renda média sofreu retração, em termos reais, de 11% e a massa salarial, de 10%. Além disso, a taxa de desemprego segue em níveis muito elevados. No início do ano era de 12,2% e encerrou setembro a 11,9%.          

No que se refere aos investimentos, o crescimento observado está vinculado a uma dinâmica de reposição de máquinas e equipamentos depreciados. Após 4 anos de quedas consecutivas desde 2014, é natural que parte do estoque de capital tenha se tornado obsoleto. Além disso, os investimentos estão sendo impactados por um fator muito particular.  Sem entrar em detalhes, as mudanças no programa de benefícios fiscais do chamado REPETRO têm feito com que a Petrobras passe a incorporar em seu estoque de capital ativos cuja propriedade era de suas subsidiárias estrangeiras. No entanto, trata-se apenas de transferência de propriedade de ativos já existentes. Uma retomada contínua dos investimentos depende dos projetos de expansão de capacidade produtiva. Estes, por sua vez, dependem da redução da elevada capacidade ociosa ainda existente. A última sondagem industrial da FGV aponta para um Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) de 75,3%, muito aquém da média histórica de 81%.

Em suma, tanto no âmbito interno quanto externo, a fragilidade dos fatores explicativos da retomada de crescimento aponta para uma recuperação não apenas lenta, mas de fôlego curto. Sem um crescimento mais consistente da renda média e do emprego dificilmente assistiremos um novo ciclo virtuoso de crescimento nos próximos anos. Somente um crescimento sustentado do consumo reduzirá a ociosidade e, consequentemente, induzirá a expansão em novos projetos de ampliação da capacidade produtiva.

A forma mais efetiva para a retomada da renda e do emprego envolve a reativação do setor de construção civil. De meados de 2013 a meados de 2018 este segmento sofreu retração ininterrupta e acumulada de 36,3% em termos reais. Trata-se de uma atividade intensiva em geração de emprego, com alto poder de encadeamento produtivo e predominância de um perfil de trabalhador com elevada propensão a consumir. A partir do uso da última Matriz Insumo Produto brasileira, referente a 2015, estima-se que a cada R$ 1 bilhão de incremento nos gastos destinados à construção civil gera-se R$ 1,81 bilhão na produção total da economia brasileira, acima dos efeitos multiplicadores decorrentes do crescimento da demanda pelas atividades “Comércio” (R$ 1,53 bi), “Agropecuária” (R$ 1,71 bi) e “Extrativa Mineral” (R$ 1,77 bi). Além disso, chama atenção a maior capacidade da “Construção Civil” de gerar massa salarial. Os mesmos R$ 1 bilhão de demanda adicional gera R$ 292 milhões de salários no caso da “Construção”, bem superior aos R$ 197 milhões e R$234 bilhões da “Agropecuária” e “Extrativa mineral”, respectivamente. Neste sentido, é cada vez mais urgente uma agenda de retomada dos investimentos (públicos e privados) em infraestrutura que gere o impulso inicial para uma recuperação mais consistente. Caso contrário, o crescimento continuará altamente vulnerável, a mercê de impulsos esporádico e não recorrentes ou ainda dos desdobramentos de uma guerra comercial entre as maiores economias do mundo.

 

* Thiago de Moraes Moreira é economista, professor de Macroeconomia do CORECON/RJ e membro do Grupo Reindustrialização. Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.   

Com a renovação nos cargos executivos e legislativos nas últimas eleições e a abertura de uma nova legislatura abriu-se novamente uma boa oportunidade para repensar o sistema tributário nacional.

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Temática de grande relevância nacional, a reforma tributária vem sendo debatida por diversos setores da sociedade, entidades, órgãos de classe, juristas, economistas e pesquisadores, que vêm opinando e buscando encontrar caminhos que possibilitem, acima de tudo, a simplificação.

A simplificação construída nesse modelo, alinhado ao modelo desenvolvido pelo Secretário Especial da Receita Federal, Marcos Cintra, permite maior transparência e neutralidade nas operações, a desburocratização de obrigações acessórias muitas vezes repetitivas, maior possibilidade de planejamento, o fim da guerra fiscal, a construção de normas claras de isenções, imunidades e incidências tributárias, dentre outros aspectos que permitem a alavancagem das atividades econômicas.

Embasado em uma história de mais de sete décadas de defesa e mobilização pelo empreendedorismo e pelo desenvolvimento, justiça econômica e social, o SESCON-SP sempre esteve à frente de debates sobre temas de grande relevância nacional e, desta vez, não está sendo diferente. Afinal, somos uma entidade patronal, representante de mais de sessenta categorias econômicas no Estado de São Paulo do segmento de serviços, que é o responsável pelo maior número de empregos no país e que historicamente tem arcado com grande parte do ônus da alta carga tributária, da burocracia e de um sistema tributário ineficiente.

A entidade tem buscado dialogar com seus representados, entidades e diversos agentes públicos e buscado estudos que demonstrem os impactos da legislação tributária nas atividades econômicas do setor de serviços com objetivo de contribuir com a simplificação e o redesenho do modelo de tributação brasileiro.

Dentre as alternativas propostas, o SESCON-SP defende o modelo criado baseado na tributação de bens e serviços que substitua todos os cinco tributos  que impactam nas atividades econômicas das empresas atuais, PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, por um imposto único, partilhando a receita entre os governos federal, os estaduais e municipais, de forma cumulativa, sendo  tributado no consumo, ou seja,  destacado  no preço final de cada bem ou serviço, hoje já chamado de “IBS” (imposto sobre bens e serviços).

Nessa mesma linha, estamos vendo com bons olhos a possibilidade de desoneração da tributação das empresas incidente sobre a folha de salários, além de apoiar o término de diversos benefícios que são concedidos a determinadas atividades econômicas, gerando inúmeras distorções e, com isso, equiparando todas empresas ao mesmo patamar, o que traria justiça tributária.

Esse modelo de simplificação defendido pelo SESCON-SP deve necessariamente observar regras sólidas de transição do modelo atual para uma nova sistemática, como a apresentada pelo CCIF (Centro de Cidadania Fiscal), permitindo uma verdadeira adequação e melhoria do sistema tributário, tanto do ponto de vista operacional como o de estímulo econômico.

A proposta defendida pelo governo corrobora com pontos que estão sendo defendidos pela entidade, em especial a simplificação do sistema tributário. No entanto, há pontos que devem ser aprimorados, como os impostos que devem ser incluídos no modelo de tributação única, o que tem exigido ainda maior engajamento do SESCON-SP nesses debates, objetivando o desenho de uma segura e efetiva simplificação.

A necessidade e a disposição dos novos governantes para enfrentar a reforma tributária após muitos anos de postergação são excelentes indícios para que encontremos finalmente alternativas para antigos entraves ao crescimento do país. 

Disposto a participar desta grande mobilização em favor do Brasil, o SESCON-SP está aberto e apoiará todo movimento em favor da desburocratização, redução da carga tributária e melhoria do ambiente de negócios no Brasil.

Reynaldo Lima Jr. – empresário contábil e presidente do SESCON-SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo)

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