Empresários fluminenses estão menos confiantes no longo prazo, revela pesquisa da Fecomércio RJ

Levantamento apontou que 49,7% dos entrevistados estão otimistas com a economia do estado do Rio de Janeiro para daqui a três meses, mas otimismo é menor para o mês de maio

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Pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec/RJ) para a Fecomércio RJ aponta otimismo entre os empresários fluminenses para os cenários econômicos do país e do estado nos próximos três meses e preocupação no curto prazo, com queda na confiança para o próximo mês (maio). O levantamento, apurado pelo Instituto Fecomércio RJ de Pesquisas e Análises (IFec), apresentou questões sobre as expectativas de melhora para a economia, em âmbito nacional e local. Também foram monitoradas as expectativas para o mês de maio.

O número de empresários que disseram estar confiantes ou muito confiantes para os próximos três meses na economia brasileira (54,2%) permaneceu superior ao número de empresários que disseram estar confiantes ou muito confiantes para o próximo mês (52%), no monitoramento de abril. No entanto, houve uma diminuição da distância entre o otimismo de longo e curto prazos, que registrou valor igual a 9,4 pontos percentuais em março. A redução se deve à queda do percentual de empresários confiantes ou muito confiantes para os próximos três meses, já que a apuração de março registrou valor igual a 60,6%.

A redução confirma a queda já observada entre a apuração de fevereiro e março, indicando que a demora de reação da economia pode estar começando a contaminar as expectativas mais longas.

O padrão se repete para o Estado do Rio de Janeiro, isto é, mais otimismo para os próximos três meses (49,7%) do que para o próximo mês (40,3%). Na média, no entanto, os empresários fluminenses estão menos otimistas em relação à economia do Rio. E essa postura é justificável. Existem razões para se acreditar que a crise econômica que tornou os brasileiros mais pobres em 2015 e 2016 foi ainda mais grave no Estado do Rio de Janeiro. Enquanto que a variação acumulada nos últimos 12 meses do IBC, índice do Banco Central que mede a atividade econômica com frequência mensal, tornou-se positiva para o Brasil a partir de setembro de 2017, continua negativa para o Rio. Entre janeiro e fevereiro, o índice apresentou queda de 1,75% na série com ajuste sazonal, quarto pior resultado mês/mês em toda a série histórica.

A pesquisa do IFec / RJ foi realizada com 469 empresários do comércio de bens, serviços e turismo em todo o Estado do Rio de Janeiro.

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