Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com um pobre coitado, de pouca inteligência, que vivia na aldeia e sobrevivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o pobre infeliz ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma de tamanho grande de 400 reis e outra de tamanho bastante menor, porém de valor maior: 2.000 reis.
Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
'Eu sei' - respondeu o tolo. E completou dizendo: 'Ela vale cinco vezes menos’.
Então indignado com a sabedoria e ao mesmo tempo demonstração de tolice do pobre infeliz da aldeia, o rapaz perguntou-lhe:
‘E por qual motivo você continua a escolher a de menor valor e aceita ser motivo de chacotas?’
A resposta foi: ‘No dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.'

Pois é... assim como em nossas vidas devemos tirar algumas lições:

• Quem parece idiota, nem sempre é;
• No nosso dia-a-dia nos passamos por idiotas, mas na verdade quem realmente o é muitas vezes serão os outros;
• Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é:

• A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.

Valendo guardar a frase de uma grande lição:

“O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente”.

(Arnaldo Jabor – Adaptado Daniele F. Alcantara)

O fabulista grego Esopo acreditava que nada pode mudar a natureza de um ser vivo.
No século VI a,C., ilustraria sua convicção com a história do escorpião e da rã. Os dois animais defrontam-se com um grande rio.
A rã sabe nadar, o escorpião, não. Ele apresenta-lhe uma proposta. Se a rã o colocar  em suas costas, ele a ajudará a enfrentar os perigos da travessia. Ambos chegarão ao outro lado sãos e salvos.
A rã acha a idéia ruim: "Não é de sua natureza cooperar, caro amigo."  O escorpião afirma que a desconfiança não faz sentido: "Se eu atraiçoar você, também afundarei."
A rã concorda com o argumento. No meio da travessia, o escorpião fere mortalmente a rã. Os dois começam a afogar e ela diz: "Porque fez  isso? Agora, vamos morrer os dois."
O escorpião considera: "Você tinha razão. Mudar minha natureza não foi possível."
 
Seres humanos são como escorpiões ou rãs - nunca deixam de ser aquilo que a natureza determinou.

 

“Há pouco tempo, fui ao aeroporto levar minha filha para uma viagem e vi pai e filho se despedindo...
Quando anunciaram a partida, eles se abraçaram e o pai disse:
- Eu te amo.  Desejo o suficiente para você.
O filho respondeu:
- Pai, nossa vida juntos tem sido mais do que suficiente. O seu amor é tudo de que sempre precisei. Eu também desejo o suficiente para você...
Eles se abraçaram e o filho partiu... O pai passou por mim e se encostou na parede.
Pude ver que ele queria, e precisava derramar algumas lágrimas...
Tentei não me intrometer nesse momento, mas ele percebeu a minha emoção pelo que vi e se dirigiu a mim perguntando:
- Você já se despediu de alguém sabendo que seria para sempre?
- Já. - Respondi. - Me desculpe pela pergunta, mas por que foi um adeus para sempre?
- Estou velho e ele vive longe daqui. Tenho desafios à minha frente e penso que a próxima viagem dele para cá será para o meu funeral...
- Quando estavam se despedindo, ouvi o senhor dizer "desejo o suficiente para você. Posso saber o que isso significa?
Ele começou a sorrir.
- É um desejo que tem sido passado de geração para geração em minha família. Meus pais costumavam dizer isso para todo mundo.
Ele parou por um instante e olhou para o alto como se estivesse tentando se lembrar de outros detalhes e sorriu mais ainda...
- Quando dissemos "desejo o suficiente para você", estávamos desejando uma vida cheia de coisas boas o suficiente para que a pessoa se ampare nelas.
Então, virando-se para mim, disse, como se estivesse recitando:
Desejo a você sol o suficiente para que continue a ter essa atitude radiante...
Desejo a você chuva o suficiente para que possa apreciar mais o sol...
Desejo a você felicidade o suficiente para que mantenha o seu espírito alegre...
Desejo a você dor o suficiente para que as menores alegrias na vida pareçam muito maiores...
Desejo a você que ganhe o suficiente para satisfazer os seus desejos materiais...
Desejo a você perdas o suficiente para apreciar tudo que possui...
Desejo a você "parentes e amigos queridos" em número suficiente para que chegue feliz ao adeus final.
E disse ainda:
- Dizem que leva um minuto para encontrar uma pessoa especial, uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la, mas uma vida inteira para esquecê-la.
Ele começou então a soluçar e se afastou...”

VAMOS REFLETIR SOBRE ARRUMARMOS TEMPO PARA VIVERMOS O SUFICIENTE PARA NÓS MESMOS E PARA AQUELES QUE NOS CERCAM...

- Brasileiro é um povo solidário... Mentira! - Brasileiro é “babaca”...

Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade...
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.
-Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri  feito bobo.
-Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência. O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que  ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe  lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola  do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal  maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra  coisa que não de vagabundo.
-Brasileiro é um povo honesto. Mentira. - Já foi... hoje é uma qualidade em baixa. - Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça. 
-90% de quem vivem na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. - Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como "aviãozinho" do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.
-O Brasil é um país democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei.  A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas  sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos, mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs),  seguido de   duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.
Democracia isso?  Pense!
Para finalizar tiro minha conclusão:
O brasileiro deve merecer! Pois como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar.
Falta boa vontade... e, será que é tão difícil assim?

Arnaldo Jabor
Adaptado por Daniele F Alcantara

 

Um mestre zen tinha centenas de discípulos. Todos rezavam na hora certa, exceto um, que vivia bêbado. O mestre foi envelhecendo. Alguns dos alunos mais virtuosos começaram a discutir quem seria o novo líder do grupo, aquele que receberia os importantes segredos da Tradição.

Na véspera de sua morte, porém, o mestre chamou o discípulo bêbado e lhe transmitiu os segredos ocultos. Uma verdadeira revolta tomou conta dos outros.

- Que vergonha! - gritavam pelas ruas. Nos sacrificamos por um mestre errado, que não sabe ver nossas qualidades.

Escutando a confusão do lado de fora, o mestre, agonizante, comentou:

- Eu precisava passar estes segredos para um homem que eu conhecesse bem. Todos os meus alunos eram muito virtuosos e mostravam apenas suas qualidades. Isso é perigoso; a virtude muitas vezes serve para esconder a vaidade, o orgulho e a intolerância. Por isso escolhi o único discípulo que eu conhecia realmente bem, já que podia ver seu defeito: a bebedeira.

Às vezes, as pessoas que mostram seus defeitos são mais merecedoras de confiança do que aquelas que só apresentam suas qualidades.

Extraído do livro
“O QUE PODEMOS APRENDER COM OS GANSOS”
De: Alexandre Rangel

 

Infelizmente a nossa justiça muitas vezes não demonstra seriedade e é bastante provável que dentro de poucos dias os agressores estejam soltos sem qualquer dimensão real da palavra justiça.
Em nosso país infelizmente a sensação da punição, a prisão é para poucos, e poucos que representam muitos quando mensuramos que só vão para as cadeias o mesmo perfil, pobres e flagelados, que cometem sim crimes e precisam de punição, mas também existem os crimes dos “enternadinhos” que nada acontece. Onde estão os assassinos do índio Galdino? O que de fato acontecerá aos agressores de Sirlei? Punição ou novas cenas de uma comédia que se não fosse trágica seria até hilariante?
Depois daquela entrevista do Sr. Ludovico, nós, cidadãos brasileiros começamos a nos indagar interiormente se por ventura não seríamos a favor da justiça com as próprias mãos?
Disse este pai, se é que assim podemos também denomina-lo: mulher fica roxa com uma encostada.
Envergonho-me às vezes das barbáries que ouço, e você, vale uma reflexão.

 

O Vaticano divulgou regras de trânsito para católicos, um compêndio sobre os aspectos morais da condução de veículos automotivos.
Entre as recomendações estão a de não usar o carro como "um lugar para o pecado", não guiar sob influência do álcool, respeitar limites de velocidade e não considerar o carro como objeto de glorificação pessoal.
Embora estas regras de certo modo já estejam implícitas nas infrações de trânsito, houve a iniciativa do Vaticano.
Mas vale refletir se tal iniciativa ajuda a resolver os problemas da violência no trânsito em grandes cidades. Será?

Adaptado de Estadão.com.br
19 de junho de 2007 – Seção Mundo
Por Daniele F Alcantara

 

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços,sorri e dispara:
"Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também".
No entanto, passado o efeito do uí­sque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação".
Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de lí­ngua, namorar e não ser de ninguém.
Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair muitas vezes com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra,etc, etc, etc. Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram.
Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter um,dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente este apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando.
Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como se deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas.
Desconhece a delí­cia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormirem junto abraçados, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter"alguém para amar".
Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocí­nio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição.
No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram.
Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer".
Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. A questão não é causal, mas quem sabe correlacional.
Podemos aprender a amar se relacionando.
Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos.
E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém.
É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponí­vel de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer.
É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.
Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é ao mesmo que não ter ninguém também... é não ser livre para trocar e crescer...
É estar fadado ao fracasso emocional e a tão temida solidão...

Adaptado por Daniele F Alcantara
Crônica original de Arnaldo Jabor

Ao ver Chico Anísio no programa do Jô Soares dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte foi uma surpresa.
Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginásticas ou exercícios -entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:
A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos? – questiona ao apresentador.
Gostaria, portanto, de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista, compositor e intérprete baiano é conhecido como pai da preguiça. Passa 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha - lenta, leva 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. E, pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico, completou 90 anos e nada indica que vá morrer tão cedo.
Será que a conclusão deveria ser: esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde... E viva o sedentarismo ocioso?!?!
Não sabemos, o fato é que a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é gorda, por exemplo.
De qualquer forma, fazendo seus exercícios físicos ou não, viva a vida! Em tempo de Jogos Pan-Americanos também temos exemplos contrários, os atletas para - olímpicos são o sinônimo puro de que exercícios elevam inclusive a auto-estima.
De qualquer forma a grande moral do exercício é pra quê?
Só para sua vida, para sua alegria... Se lhe trouxer este benefício pratique, caso contrário, não pratique e ponto, até porque se você tiver pneus pense que até o “AVIÃO” os tem.


Crônica de Arnaldo Jabor
Adaptação Daniele F Alcantara

De Alcione a Detonautas, muitos já cantaram que o “amor é um vício”.

Nos EUA, alguns pesquisadores foram mais longe: após analisarem tomografias de apaixonados, concluíram que os efeitos de tal sentimento sobre o cérebro humano são similares àqueles provocados pela cocaína. De acordo com o estudo, o amor romântico seria inclusive igual à necessidade fundamental de comer ou beber água, por exemplo. Além de mostrar que os apaixonados apresentam intensa atividade em regiões do cérebro ricas em dopamina, um neurotransmissor relacionado com a manifestação dos vícios.

Na Europa o amor é visto como uma droga, porém com o sinônimo de remédio. Pois, um estudo do Instituto Nacional de Saúde da Itália sugeriu que relacionamentos de qualidade são capazes de fortalecer o sistema imunológico.

Por aqui, o psicólogo Ailton Amélio, em seu livro “O Mapa do Amor”, destaca categorias do amor como: eros (seguro), ludus (jogo de conquistas), storge (amizade), pragma (racionalidade) e mania (dependência).

Todavia, independentemente do que estudos científicos mostram, o que vale é que cada homem e cada mulher tenham um amor para viver intensamente o vício, e também intensamente sentirem os seus inúmeros sabores de: morango com chocolate, suave perfume, vento no rosto... etc... etc... etc...

Afinal, olha o que o amor nos faz: “... deixa sem saber como agir... não tem para onde você fugir... coração bate ligeiramente...”.

O amor é tudo nesta vida! Quem ama tem a própria felicidade. Ame intensamente seus pais, seu irmão ou irmã, seu namorado ou namorada, marido ou esposa, animal de estimação... enfim... aventure-se pela imensa ilha do amor e sorria um sorriso de alegria.

Família Linda!

Amor na dose certa!

Quem viver verá!

Sinto alguma inveja dos meus pais. Sinto inveja sadia, mas inveja... uma geração que cresceu num mundo próspero e ordenado. "Baby boomers", eis o termo... e com ele a certeza de uma carreira que era garantida, habitação barata, saúde para todos e proteção na velhice, com reformas que começavam, sei lá... por volta dos 50.
Esse mundo acabou e as gerações seguintes dificilmente conhecerão idílio igual. Não são apenas as incertezas profissionais que definem o modo de vida dos infelizes abaixo dos 35, é também a certeza, pessoalmente dolorosa, que teremos de trabalhar mais, e até mais tarde, para morrer mesmo a tempo de não desfrutar coisa alguma. Isso deprime. E, mais: revolta.
O problema não é apenas econômico... começa por ser social e termina, como todos os problemas sociais, numa perigosa situação política que pode definir, o futuro político do Ocidente.
Em termos sociais, o "roubo geracional" impede uma vida adulta, que normalmente começa com o abandono do ninho paternal.
E o pior é que as vantagens não compensam o fosso crescente entre velhos e novos. E, para além do fosso, a conversa de surdos que rapidamente se instala entre gerações. Terminar com o "roubo geracional" implicaria terminar com os privilégios absurdos que os "baby boomers" conheceram nas últimas décadas.
Mas ninguém está disposto a enterrar a fantasia porque uma fantasia é simpática por definição. Os mais velhos não desejam perder o que têm, por outro lado é cômico que os mais novos desejam o que os mais velhos não desejam perder. Duas impossibilidades que se juntam em alegre desespero.
Será um derradeiro suicídio da própria vivência humana indigna?
Talvez esta reflexão seja pessimista, "comme d'habitude", mas esta luta entre velhos e novos, que vai azedar e piorar nos anos vindouros, arrasta consigo um desconfortável e até reconhecível cheiro de revolução.
E quem viver, verá. Mãos ao alto! Que não sejas em vão...

Folha de São Paulo – João Coutinho
Adaptado Daniele F Alcantara
Em: maio/2007

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