Não dá mais pra segurar, há que explodir a paciência para entender o comportamento dos bancos e dos banqueiros que enriquecem da economia popular, amealhada com suor e sacrifício.
O que pretendem mais estes senhores após os sistemáticos recordes de lucros?  E o Banco Central que permite a liberdade de ação através de portarias que só beneficiam os donos do dinheiro público?
Na conferência das contas, um presente de grego aguarda os correntistas, composto de taxas cobradas de acordo com a movimentação do saldo: acima de quatro retiradas ao mês ocorre uma cobrança abusiva e aleatória, porque quem faz os cálculos são exatamente os bancos.
Em que se baseia o Banco Central para baixar portarias que permitem a invasão ao dinheiro da massa que tenta poupar o que não tem?
Obviamente quem tem conta-poupança é assalariado, beneficiário ou pensionista do sistema previdenciário, oriundos de famílias pobres que sobrevivem no limite, com ganhos tão miseráveis quanto os sistemas bancário e previdenciário vigentes no país.
Pobres aposentados e pensionistas do INSS que sobrevivem das migalhas do sistema, enquanto uns contemplados por alguma portaria providencial do Estado e do município desfrutam benesses oriundas de amizade e apadrinhamento...
Os bancos mantêm seguranças armados nas agências bancárias para dentro das portas de vidro - estas roletas da sorte que sustentam a indignação dos apressados e dos aposentados de nenhum perigo, barrados por carregarem um chaveiro no bolso.  As portas eletrônicas protegem apenas o interior das agências.  Na área dos caixas-eletrônicos não há segurança aos desavisados que sacam sob o olhar suspeito de bandidos que se especializaram neste tipo de assalto.  Inclusive existem modalidades de ação que tomam dinheiro aos correntistas através de aparelhagem sofisticada que trava o caixa ou intervém na conta dos clientes para sacar, através de chips que apreendem a senha dos incautos.
Casos de roubo seguido de morte ocorrem nos caixas-eletrônicos onde clientes idosos se distraem durante o saque e são seguidos e assaltados do lado de fora das agências. 
Não existe por parte dos bancos qualquer atitude para impedir o fato consumado, porque os seguranças se mantêm, estritamente, no interior das agências, preocupados em barrar algum objeto metálico que o usuário tenha nos bolsos.  Enquanto os assaltantes de carne e osso invadem as agências, portando revólveres e fuzis, passando exatamente pela maldita porta de vidro que trava clientes indignados...
Cumpre esclarecer que os seguranças estão nas agências para proteger o dinheiro que os banqueiros tomam aos correntistas.  Na área dos caixas-eletrônicos não existem barreiras para salvaguardar o dinheiro dos correntistas que sustentam o sistema e os banqueiros - quanta ironia, pois não?
Outro detalhe: o dinheiro depositado na conta-poupança rende míseros 0,7 por cento ao mês. Enquanto o dinheiro “emprestado” pelos bancos ao público em geral, custa de 5 até 15 por cento ao mês!
- Quer dizer que eles tomam o nosso dinheiro a menos de 1 por cento e emprestam a 15, gerando os lucros estratosféricos?
Não duvido que os correntistas tenham feito o cálculo que é do seu inteiro conhecimento, então, por que mantêm a conta-poupança para uso-fruto dos bancos e dos banqueiros?  Para que usar cartões de crédito, cheques especiais e pedir empréstimos a perder de vista, com juros embutidos inacreditáveis?
Se você quer sustentar os banqueiros que moram nas coberturas da orla atlântica, gozando vida monárquica, lesando o IR, mantendo casas de veraneio, lanchas espetaculares e viajando para o Exterior, o problema é seu.
Porém, se colabora conscientemente com o crescimento dos afortunados banqueiros em detrimento dos correntistas mais pobres, o problema é de todos:
- Fuja dos bancos e sorria - você está sendo assaltado!

Toni Marins, jornalista

Governo Duração Número de Escândalos Média de escândalos/ano
Geisel 5 anos 08 1,60
Figueiredo 5 anos 10 2,00
Sarney 5 anos 06 1,20
Collor 2 anos 18 9,00
Itamar 3 anos 31 10,33
FHC 8 anos 44 5,50
Lula 5anos (até agora) 102 20,40

Conclusão: Mais uma vez Lula vence !
É impossível relacionar os escândalos do Governo LULLA, em virtude da quantidade astronômica de falcatruas, por isso a lista está incompleta. Não há tempo para atualizações. De seis em seis horas, estoura uma roubalheira.

Reentramos num tempo de pouca vergonha escancarada.  Uma fase do cotidiano, quando nos impõem ver e ouvir sons e imagens de indivíduos que se candidatam ao bem-bom da vida pública, exalando o mau cheiro típico que se infiltra em nosso requintado gosto de cidadania.
Mas, que cidadania aviltada é esta – violada, corrompida, estuprada pela ação dos pretendentes à reeleição?  Como se não bastasse a atitude de uma justiça federal que algema nossa cidadania indignada?
- Algemas sim! Para corruptos que buscam imunidade na reeleição!
Em momentos da vida nacional, diante de atos vergonhosos que emanam dos poderes, constituídos para proteção da cidadania elementar, baixa um arrepio na pele, feito um exu-das-sete-catacumbas incorporado nas encruzas da vida.  Dá uma vontade enorme de sair por aí, com uma AK-47 fumegante nas mãos, ansiosa por abater os pulhas que desvirtuam nossa alegria de viver num turbilhão de dificuldades, geradas pelos poderes que nos desgovernam: quanta safadeza embutida no jargão técnico que só os togados entendem: e por que tanta presepada para enunciar o óbvio?
- Para que somente eles manipulem o enunciado nas leis; para que defendam o indefensável; para que absolvam o réu confesso, o estuprador, o ladrão, o assassino vil, e ainda despontem na mídia com a cara de pau arrogante, divulgando serviços esdrúxulos que prestam a quem de direito – perdão, a quem tenha o vil metal nas mãos sujas, ainda que fruto da corrupção e do crime...
O que estamos vendo e vivendo é um exercício insuportável de cidadania! 
Passamos anos inteiros das nossas vidas decorando o que nos foi ensinado nas escolas do bem.  Quando nos formamos, somos lançados às ruas com um diploma nas mãos, procuramos viver e trabalhar honestamente, num mercado controlado por corruptos e ladrões que compõem a súcia que manobra os controles do País.
Não existe um único setor da vida nacional onde as coisas fluem honestamente, sem desvios nem conchavos, onde não atuem quadrilhas e padrinhos poderosos, nem mesmo na fila dos transplantes! 
No banco dos hospitais e ambulatórios falidos, nas agências que representam entidades oficiais, na espera revoltante do Inss e do Inamps, nas Varas de Justiça e do Trabalho, nos tribunais onde os miseráveis apelam, em vão. Nas Assembléias e Câmaras que deixaram de representar o eleitor que vota inconsciente e obrigatoriamente!
Afinal, o que pretendem estes senhores e senhoras que se candidatam aos cargos eletivos disponíveis?
- Compor grupos dominantes, chamados de partidos, para barganhar com o poder central, formando quadrilhas para agir em foro próprio, roubando a massa ignara e o Erário...
Ouço dizer que existem leis específicas para disciplinar as eleições, elas emanam dos TSE’s e dos TRE’s instalados no território nacional.  Dizem que é proibida a panfletagem, o uso de carros de som, a boca de urna: mas o que fazem miríades de indivíduos poluindo a cidade, colocando cartazes iluminados em logradouros públicos, circulando carros com volumes que atordoam os sentidos?
Dizem que existem controles, porém, o que ocorre nas rádios e tevês, invadidas por hordas de pedintes, roubando nosso espaço pago de lazer?
Por que os eleitos buscam a reeleição e quem degusta o poder não quer mais largar o osso?
Por que a justiça não consegue enquadrar as quadrilhas e os colarinhos brancos surpreendidos, de cuecas, pela logística excepcional da Polícia Federal?
E por que liberta indivíduos em flagrante de suborno e evidência de corrupção, enquanto cria regras para o uso de algemas em criminosos?
Por que a justiça eleitoral aceita candidatos sob suspeição?
Por que tantos hábeas corpus concedidos aos criminosos?
A imoralidade da Propaganda Eleitoral Gratuita é mantida para que alguns se elejam e recebam a unção da imunidade parlamentar, mordomias e salários aviltantes. Esta coisa gratuita é descontada no contracheque dos trabalhadores e está de volta, invadindo os meios de comunicação, criados para deleite dos cidadãos.  A partir de agora devemos desqualificar a obrigatoriedade: podemos anular o voto obrigatório e ignorar a votação obrigatória.
- O conceito de cidadania está em jogo e só depende dos eleitores...

Toni Marins, jornalista
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
 

Atualmente, parece que o mundo inteiro se dedica à exaltação da República Popular da China.  Por conta do espetáculo da Abertura dos Jogos Olímpicos o mundo concentra o olhar no país que mais cresce no Universo, como se isso fosse alguma coisa excepcional, se não fosse trágica.
Ambientalistas experientes não poupam denúncias de inconseqüência. Os economistas, que só sabem medir através de cifras que trazem lucros e aumentam investimentos, aplaudem a alta do PIB chinês.  Porém, a que trágico custo para o mundo...

O alerta foi acionado pelo evento olímpico que abriu janelas ao olhar universal, expondo feridas cruéis, deixando à flor da pele os efeitos de uma ditadura tatuada na massa que é retratada nos noticiários: o estilo marcial e a truculência policial, um ato isolado de terrorismo, raras declarações que escapam ao controle ditatorial dos governantes.  Pequenos eventos que resvalam na fantasia dos painéis coloridos que vislumbram o olhar, deixando antever a leitura das entrelinhas, apesar do aparato espetacular, diríamos, à chinesa, como convém.


Assisti a um documentário da National Geographic que registra a ação dos ventos sobre um terço das áreas desertas que afligem o território chinês. Gente simples de pele esturricada, clamando socorro; tempestades de areia que espantam agricultores e invadem capitais chinesas.  Um humilde lavrador, indagado sobre os culpados da tragédia, afirmou enfático:


- Culpa dos seres humanos.  Eles nunca se satisfazem com aquilo que têm e sempre querem mais...


Com a abertura promovida pelos Jogos Olímpicos nos deslumbramos e nos assustamos com o modo de vida de boa parte da população.  Amor e espanto. Cidadãos comendo insetos e acúleos como pitéu gastronômico; trabalhadores sobrevivendo com míseros três dólares diários; trânsito infernal, poluição descomunal. Indivíduos sem opinião que não concedem entrevistas porque tudo é controlado, inclusive fotografar a famosa Muralha sem autorização da ditadura militar que dirige, com mão de ferro, o “campeão mundial do PIB”.


Apesar da tragédia ambiental que caminha velozmente com o milagre econômico que faz da China o maior comprador do mundo, todos queimam incensos ao país.  Abrem créditos, exportam produtos em milhões de toneladas – aço, carne, petróleo, grãos. Tudo para manter negócios em alta e bem alimentar governantes chineses que, além de estimularem o aumento da miséria dos concidadãos em troca do progresso a qualquer preço, promovem o comprometimento dos sistemas que asseguram a vida no Planeta Terra. 


Passados mais alguns anos, alentada pelo sistema econômico selvagem que faz a alegria dos centros financeiros, dos oportunistas e, muito mais poderosa que antes, o que será da China quando formar exércitos e produzir mísseis atômicos em série?


Após a destruição de sistemas naturais próprios em troca das chaminés industriais que estimulam a massa - que até recentemente só andava de bicicleta - da poluição ambiental que exporta para países como o Japão, destinatário das tempestades de areia do deserto chinês, da natalidade descontrolada que eleva níveis populacionais do país, o que será dos brasileiros?


Prejudicados pelo efeito cascata das tragédias ambientais chinesas que serão exportadas e vão nos atingir, mais cedo ou mais tarde, acolheremos mais sobreviventes de uma tragédia anunciada e vamos lotar as esquinas brasileiras com pastelarias!  Para alimentar os nacionais de baixo escalão com pastel e caldo de cana, gratuitamente, através de mais um vale distribuído pelo governo popular do Brasil...


Voltando ao desastre ecológico que se desenha no horizonte do Universo, a culpa deverá ser creditada à ganância dos sistemas econômico-financeiros que empurram as nações emergentes para o fosso ambiental.  No afã de fazer parte destes grupos, que dominam emergentes e controlam mercados mundiais, o governo do Brasil será exercido a bordo de uma aeronave que transporta em suas asas a representação de um povo com índice cultural sofrível, que tem conta bancária e carro do ano importado na garagem.

Toni Marins, jornalista
 

Mas, um time de futebol como o Flamengo ou o Corintians. Por isso mesmo, não existe partidário ou torcedor que queira mudar de lado ou se abata por conta de uma derrota eventual.
Particularmente, nunca fui o que alguns no Partido dos Trabalhadores dizem ser: incondicionais. Sempre que escrevi sobre a entidade apontei suas falhas e elaborei queixas construtivas, atraindo a desaprovação dos radicais que se dizem “petistas”.
No meu entendimento, ser petista é mais ou menos como ser flamenguista ou corintiano - é visceral! E eu não consigo ser visceral porque sou racional daí, nem posso ser radical. É difícil, após anos de vida, mudar para simplesmente agradar.
Quanto ao partido, penso que deveriam pontificar mais consenso e menos colisão. Mais união e menos vaidade.
Não é nada fácil estar no poder porque o poder corrompe!
A tendência natural do político – em especial aquele que vem da periferia – é ser vaidoso e prepotente. Penso que ele não assimila a lição elementar da vida: que o sucesso é volátil, frágil mesmo. Esquece que o poder emana do povo. Esse povo é eleitor, vota e elege, mas, também derruba quem está em cima.
Como na música popular, “a vaidade é assim, põe o corpo no alto e retira a escada, mas fica por perto esperando sentada, mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão”. Lindo, de fato e de direito. Irreversível e incontestável. É a vida...

Apesar da clareza com que as atitudes evidenciam os resultados, os políticos não assimilam o dever de casa e a ficha custa a cair. Alguns estão na cadeia, outros, no ostracismo, muitos na impunidade. Duro é saber que seguirão impunes nos seus cargos, corrompendo, pregando moralidade, dignidade e cidadania, quando deveriam estar guardados na cela da cidadania aviltada.
Pulhas, parasitas da sociedade, malta, súcia da Nação!
No meu entender pessoal intransferível, fruto de muita leitura e do jornalismo militante exercido através de centenas de opinativos publicados, o atual Presidente da República é aquela bucha que entope o canhão da massa que nunca esteve tão próximo da explosão. De alguma forma ele está impedindo o pipocar de uma baderna social previsível que se transformaria em guerra civil. Ele jura que sabe dirigir o País, mas, pode perder a carteira de habilitação por excesso de multas!
Os analistas pregam que existe pólvora suficiente para o conflito e não há fogo para acender o estopim. Mas, convém lembrar que inocentes fatos da História Universal geraram guerras e conflitos.
Os riscos que a humanidade experimenta estão assentados na força das palavras: o homem é lobo do homem, e o fel da civilização escorre, justamente, da boca do homem...
Quanto à questão de sustentar minha filiação ao PT, apesar de incompatibilizado com a forma vigente de governar dos meus pares, não posso me assumir um petista, antes, a milionésima parte do partido desde sempre, antes mesmo do seu nascimento: desde os 11 anos de idade, quando eu trabalhava numa fábrica de vidros em troca 13 cruzeiros e 20 centavos diários.
Sou trabalhador na acepção da palavra, porque batalho meu próprio sustento e não recebo qualquer provento do poder público para garantir a sobrevivência. Ao contrário, junto com milhares de contribuintes indignados, sou cobrado e sempre paguei, mesmo injustamente, para manter escassos privilégios da cidadania.
Na atual conjuntura, devemos nos dar as mãos para enfrentar dificuldades incomuns que se abatem sobre a vida nacional, mais especificamente sobre os cidadãos que resistem às tempestades e furacões que emanam dos poderes que teriam obrigação de proteger nossas simplórias existências.
Mesmo sem querer, as sociedades estão apodrecendo, manipuladas pela falta de escrúpulos e de caráter, banalizadas pelo mau uso constante. Crianças aprendem na tevê o que está disponível na mídia e o que é exibido está bastante ruim. Assim, caminhamos para o fosso comum, sem arrimo, desprezados os direitos elementares de cidadania impressos na Constituição Brasileira.
No país de tantas legislações, falta justiça. Daí, sobrevivermos em estado de estupefação e impunidade.
O atual presidente não é Deus nem carrega a solução na manga do paletó Armani - tanta perplexidade, malversação do Erário, traições pessoais e parlamentares, corrupção ativa e passiva que jura desconhecer. Porém, tudo acontece dentro do próprio Estado que ele dirige.
Dai apesar do que foi dito ou se diz, o presidente é o azimute que vai dar continuidade e propor novos rumos na vida brasileira por mais quatro anos – até mesmo porque não raiou no cenário político quem faça frente à máquina do Governo que verbaliza a arrogância de quem está, confortavelmente, no uso-fruto da situação.
Usando a verborragia contumaz carregada de ironia, ele lembra aos participantes do embate político que a próxima partida está ganha antes do jogo começar e até sugere, segundo entrevista recente, que “eles têm que aprender a ser derrotados”...

Toni Marins, jornalista


O fato da vez se desenrola na Amazônia Brasileira, foco da cobiça internacional de conhecidos países que estão clamando, na maior cara de pau, que a área brasileira é internacional – pode?
Pode. Não quero apontar culpados pelo tratamento errôneo da questão no plano internacional – por quê?  Porque creio firmemente - baseado em vasta documentação lavrada por técnicos e entidades nacionais e internacionais, algumas de maus hábitos, que está faltando quase tudo na Amazônia Legal.  Inclusive legalidade e controle de fronteiras vitais à sustentação da independência territorial.  O Governo Federal e seus múltiplos parceiros, aí incluídos ministérios e secretarias, mal se entendem.  Menos ainda nas Câmaras e no Senado Federal, onde vivem de fuxicos, corporativismo e impunidade. Francamente, o que fazem os poderes além de brigarem entre si em detrimento dos cidadãos?
Quer me parecer que governar administrativa e adequadamente o Brasil, passou a ser uma participação na caça às raposas.  Primeiro, porque existem corruptos demais no poder que corrompe e desgoverna; segundo porque, em se tratando de caça, todos atiram primeiro e perguntam depois. Principalmente quando defendem a manutenção do cargo. 
Mais: porque os governos, em todos os estágios, são reincidentes em colocar políticos, parentes incluídos, em cargos eminentemente técnicos? 
Bastaria que cada um, deputados, senadores, secretários, vereadores, respondessem a um destes formulários que qualquer candidato a office-boy deve preencher para disputar uma vaga, passando por uma prova psicológica e mais outra que testa sua instrução e conhecimentos.
- Com certeza, miríades de políticos seriam reprovados!
Porque boa parte não possui formação escolar e sentimentos de cidadania, imprescindíveis ao bom desempenho público...
Posso ponderar que o que está acontecendo na Amazônia é falta de tudo isso.  Índios não são cidadãos brasileiros porque são tratados como índios, discriminados do restante da população que sofre, trabalha e paga impostos que sustentam a Nação. Eles não pagam impostos, nem são obrigados a votar.  Índio não obedece nem se enquadra nas leis e regulamentos nacionais; índio não tem lote de terreno para morar, porém, alqueires que compõem monumental reserva natural; índio não tem cartão de ponto, não reconhece autoridade além do cacique e do pajé; não tem qualquer compromisso com o serviço militar, nem se submete a regulamentos.  Em suma, índio não é cidadão brasileiro como todos nós. Além das entidades que o protegem irracionalmente, índio não trabalha, porém, come, bebe e dorme, enquanto finge que protege a mata que alguns ajudam a desmatar, pra vender madeira da reserva pro cara-pálida!
Não entendo o exagero do aparato em defesa dos silvícolas.  Se eles querem ser índios, não tenho nada contra.  Sendo índio, deverá ser cidadão responsável, respeitador da Constituição Brasileira, para desfrutar direitos e deveres, e a enxurrada de benefícios instituídos pelas leis dos brancos que desfrutam.
Voltando às linhas iniciais do artigo, todo o conflito que está armado na Amazônia, inclusive com depoimentos de líderes expressivos, como o Comandante Heleno, está sendo minimizado, senão, desprezado pelo Governo Federal. A confusão na área é tão explosiva, que não há qualquer possibilidade de solução.  E deve ficar pior, porque faltam ação adequada e exercício de autoridade dos governos que têm tudo a ver com o assunto.
Não existe competência na Amazônia, mas, pululam lideranças indígenas comprometidas com a ação de Ongs alinhadas aos missionários e líderes que aliciam os índios - quem diria? – e o absoluto desconhecimento/desinteresse das autoridades.
Seguindo a própria cartilha do Governo Federal e dos seus ministros, o negócio é crescer, não importa o preço. Mesmo que para tanto a Amazônia Brasileira corra o riso de ser loteada pelos cartéis internacionais que estão dominando o mundo.

Toni Marins, jornalista

A palavra mais rica da língua portuguesa é a palavra MERDA.
Esta versátil palavra pode mesmo ser considerada um coringa da língua.

Por que acontecem as tragédias que enlutam os brasileiros nos diferentes rincões – Norte, Centro e Sul do país?

Quer me parecer que todos sabem: culpa da poluição, da destruição ambiental que provoca inundações na caatinga, seca na Amazônia, ciclones no Sul, prenúncio de terremoto no Sudeste.

Nada disso!  Estou indagando pelos culpados: autoridades ambientais, cientistas espaciais, técnicos em meteorologia e governos que têm obrigação de alertar e prevenir a população que é pega com as calças na mão.

Parece que estamos embotados de pensamento.  Incapazes de raciocinar, quando o que nos ocorre parece tão claro: ausência de políticas públicas, falta de verbas que são desviadas, incapacidade e estupidez dos poderes e dos homens públicos que enxovalham nossa aviltada cidadania.

Os culpados são o vereador e o prefeito municipal; o deputado estadual e o governador; o senador e o Presidente da República.  Mas, por que ninguém faz nada contra eles?

Por que a juventude não pinta a cara outra vez e vai apedrejar o “Piranhão” do prefeito, clamando a renúncia?

Após o desastre da Dengue, das declarações infelizes sobre a epidemia que está matando os cariocas, dos hospitais sucateados e inoperantes, ele se mantém às turras com adversários poderosos, o governador do Rio incluído.  Até aqui, apesar das evidências de incompetência e omissão no cargo, ninguém demonstrou ânimo para cassar o prefeito César Maia.  Quem sabe, obstruir o portão da morada espetacular que ocupa, de onde dispara foguetório verbal aos pobres cidadãos desamparados por ele!

Imagine, por um momento, perder um filho para a Dengue:

- Você continuaria indiferente?

Quando o gás de pimenta não alcança nossos olhos, não sentimos a camisa de força em que nos meteram as autoridades (ir) responsáveis por nossa proteção.
E os impostos arrancados na marra, cada vez que cobram por qualquer coisa que temos de nosso – um cão ou um carro, por exemplo? 

Claro! Pagamos ração, remédios e, no caso do veículo, miríades de impostos embutidos nas taxas e no IPVA, passando por pedágios e combustíveis, covardemente em alta.

Somos os consumidores que mais pagam impostos no mundo!

Ironicamente, somos o povo mais enganado do universo...

Porém, ninguém grita mais alto quando uma câmera global foca um evento e dá uma puxada de saco no governo!

Por que ninguém tira proveito das câmeras ligadas nas ruas para xingar a excelência desgovernante?
Deveríamos protestar no momento em que algum colarinho branco divaga, em debates encomendados, sobre o lucro incomensurável dos bancos que pagam dividendos mensais abaixo de 1 por cento ao mês: é como conseguem lucros faraônicos com o nosso dinheiro minguado...

Enfim, as tempestades e os ciclones recentes que arrasaram populações de nortistas e sulistas humildes que perderam tudo, não têm culpa da devastação, porque são o que são e dizem ao que vieram.  Autoridades e técnicos do governo é que têm obrigação de informar antecipadamente aos cidadãos, para que tragédias iguais possam ser evitadas, senão, minimizadas.

A culpa da calamidade ambiental, os ciclones e as enchentes que jogam na lama o que as famílias conquistaram com privação e sacrifício, deve ser creditada aos governos municipal, estadual e federal que se locupletam, impunemente, com o dinheiro arrancado às parcelas mais sacrificadas da população.

Toni Marins, jornalista e escritor
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Recebi de um amigo, gaúcho de fronteira, dados sobre a vizinha Argentina, a nação amiga que passa por fortes dificuldades econômicas.  Além do futebol, los hermanos devem ter pouco para comemorar, o que é pesaroso perceber....

O relato mostra a desproporção de preços de combustíveis no país fronteiriço: gasolina comum: 1,99 Pesos = 1 Real; gasolina-super: 2,30 Pesos = 1,15 Reais; gasolina Fangio, de alta octanagem: 2,89 Pesos = 1,45 Reais. 

É conveniente destacar que a Petrobrás exporta nossa gasolina para a Argentina a 0,65 centavos de Real o litro, e vende o mesmo aos motoristas brasileiros por 2,89 Reais...

É isso mesmo!

Uma constatação miserável que qualquer analfabeto brasileiro sabe contabilizar para perceber o flagrante de roubo!
O que seria um contrabando de combustível foi denunciado em reportagem, possivelmente encomendada, na RBS-TV. Nela, um professor universitário pretendeu “alertar” para os perigos de se abastecer carros brasileiros com gasolina “argentina”, o que provocaria a perda definitiva dos motores.  Acontece que a maioria dos carros que circulam na Argentina são brasileiros! 
Seriam aqueles veículos produzidos aqui e vendidos lá, um modelo especial, capaz de agüentar o tranco da gasolina ruim?!
Quanto aos veículos novos, a confusão continua com as diferenças de preço: um carro brasileiro, Gol Power 3 portas, custa na
Argentina 27.600 Pesos = 14.800 Reais. Com a vantagem de vir com a opção diesel...

As diferenças não param por aí: o pedágio custa aos argentinos 3,40 Pesos = 1,40 Reais, por 300 quilômetros rodados, enquanto
os gaúchos pagam 28,00 Reais para percorrerem a mesma distância.

Por quê?! O que têm os argentinos que falta aos brasileiros?

Eles têm um governo que, apesar das dificuldades novas e antigas, sabe que o povo é exigente e desassombrado e vai às ruas promover “panelaços” e “apitaços” antes mesmo que soem as trombetas de Jericó!

Porque los hermanos possuem um sentido de nacionalidade mais exaltado, e sabem que governo popular é aquele que tem participação direta do povo nas questões nacionais:

- Eles põem e depõem até mesmo uma Junta Militar!

Los hermanos são tão bons de futebol quanto nosotros, porém, não somos tão bons quanto eles no quesito da cidadania. Porque nós temos um governo que pensa que é popular quando distribui vales e bolsas para sustentar a miséria da massa que o elege, longe de querer mudar o vaticínio muy antigo de proporcionar Educação para todos, conforme os slogans que nunca passaram de chavões publicitários encomendados pelo próprio governo! 
Los hermanos não têm um governante alucinado que só arregaça as mangas em discursos de periferia, para esbravejar que “é sacanagem e safadeza” aquilo que fazem os “inimigos” que não concordam com “elle”, num país que sonha que vive sob a égide da Democracia plena!

Nossos vizinhos argentinos não têm um governante que grita de hora em hora que “vamos fazer o nosso sucessor” (ou seria uma das duas sucessoras?) “doa a quem doer e custe o que custar”.  Como se estivesse em guerra permanente com aqueles brasileiros que não concordam com o atual desgoverno!

Enfim, sacanagem mesmo é o que “elle” faz com o nosso refinado gosto de cidadania, mantendo os iguais trapalhões confessos, execrados publicamente, nos seus cargos.  Enquanto passa a mão sobre a cabeça de meninos e meninas corruptos que fazem parte do time e desfrutam as benesses do padrinho poderoso - aí incluída a família, sobre a qual pesam denúncias que não podem ser boatos, jamais defendidas nem confirmadas, por conta da manipulação oficial de boa parte da mídia, mantida em salmoura de silêncio, com verbas publicitárias generosas!

Sacanagem mesmo é ver as mesmas figuras cassadas assentadas nos recintos da Câmara e do Senado Federal, intrometidas em intermináveis “comissões de inquérito” que investigam o nada consta; enquadradas na tela da tevê, dando palpites a favor da curriola que se estabeleceu e, após dois mandatos consecutivos, pretende faraonizar o poder para sempre!

Toni Marins, jornalista
 
 

(Para Sheila Maria Ataide)

Eu quero te amar muito, sabe?
espalhando meus versos ao vento
para inebriar teus encantamentos
marcando presença no que me cabe.

E penso amar antes que me acabe
de amar tanto – tão apaixonado sou
pelo teu encanto! e por isso mesmo estou
perquirindo o amor que em mim desabe

feito folha no turbilhão que me abate!
Como um espelho que apenas reflete
o inquilino desejo que me reveste

peito aberto, alma feita em haste
da meiga flor, a mais que perfeita,
tua alma se abre em mim e se deita...

 

(Para Sheila Maria Ataide)

Eu quero te amar muito, sabe?
espalhando meus versos ao vento
para inebriar teus encantamentos
marcando presença no que me cabe.

E penso amar antes que me acabe
de amar tanto – tão apaixonado sou
pelo teu encanto! e por isso mesmo estou
perquirindo o amor que em mim desabe

feito folha no turbilhão que me abate!
Como um espelho que apenas reflete
o inquilino desejo que me reveste

peito aberto, alma feita em haste
da meiga flor, a mais que perfeita,
tua alma se abre em mim e se deita...

 

Durante anos fui tripulante de vôo, o que me confere algum conhecimento sobre o assunto em maior evidência no país – a queda do Airbus da TAM.
Apesar da evolução tecnológica, um avião sempre será um avião; um carro será sempre um carro. Independente das modificações técnicas que venham a ocorrer, quem guiou um modelo 1950 consegue guiar um veículo atual.
As regras serão sempre as mesmas.
Remetendo ao reverso do Airbus da TAM ou qualquer outro que tem a função de reverter potência usando o empuxo da aceleração para reduzir a velocidade do avião e ajudar a frear o mesmo: se os freios estiverem funcionando apenas em um lado do veículo, o que acontecerá? 
Ele vai dar um “cavalo de pau” para o lado que funcionar!
O reverso é um item imprescindível à segurança dos aviões, não devemos banalizar.  Longe de ser um detalhe “dispensável” ao vôo, conforme recomenda o manual da empresa fabricante e de acordo com algumas notas veiculadas na mídia.  Com um dos reversos “pinado” (termo técnico que indica o reverso lacrado, sem uso na desaceleração e na frenagem) o pouso do aparelho estará perigosamente comprometido.  Foi o que ocorreu...
Sabemos todos, e as empresas de aviação estrangeiras também o sabem, que o Brasil é um país continental que decola aceleradamente na ampliação do transporte aéreo.  Significa dizer que algumas centenas de aeronaves, senão milhares serão necessárias para a expansão aérea que deverá ocorrer em tempo relativamente breve, dez anos, se tanto.
Bilhões de dólares serão investidos e disputados pelas duas empresas mundiais - a Boeing e a Airbus, as mais prováveis concorrentes capazes de atender pedidos em escala global.  Coincidentemente, foram exatamente as duas empresas que sofreram perdas significativas: o Boeing da  Gol caiu primeiro; em seguida, o Airbus da TAM: por quê?
Por mais incrível que a sugestão possa parecer, não pairariam outras probabilidades nos dois trágicos eventos?
Voltando ao reverso das aeronaves, o equipamento é tão importante quanto o trem de pouso ou os freios dos aviões.  Igualmente são indispensáveis para a segurança do vôo, nos pousos e nas decolagens, a qualidade da pista e os chamados “growings”, aquelas ranhuras que facilitam a frenagem e o escoamento das águas pluviais.  Principalmente com pista encharcada, conforme é habitual ocorrer no aeroporto de Congonhas.
Pretender induzir o raciocínio da opinião pública para a não importância do funcionamento do reverso no inaceitável acidente com o Airbus da TAM, sugere despreparo e falta de caráter dos envolvidos com a aviação comercial brasileira.
 
Toni Marins, jornalista
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

publicidade
publicidade
Crochelandia
publicidade
publicidade
Visitantes desde fevereiro de 2006:
30008306

Blogs dos Colunistas

-
Ana
Kaye
Rio de Janeiro
-
Andrei
Bastos
Rio de Janeiro - RJ
-
Carolina
Faria
São Paulo - SP
-
Celso
Lungaretti
São Paulo - SP
-
Cristiane
Visentin

Nova Iorque - USA
-
Daniele
Rodrigues

Macaé - RJ
-
Denise
Dalmacchio
Vila Velha - ES
-
Doroty
Dimolitsas
Sena Madureira - AC
-
Eduardo
Ritter

Porto Alegre - RS
.
Elisio
Peixoto

São Caetano do Sul - SP
.
Francisco
Castro

Barueri - SP
.
Jaqueline
Serávia

Rio das Ostras - RJ
.
Jorge
Hori
São Paulo - SP
.
Jorge
Hessen
Brasília - DF
.
José
Milbs
Macaé - RJ
.
Lourdes
Limeira

João Pessoa - PB
.
Luiz Zatar
Tabajara

Niterói - RJ
.
Marcelo
Sguassabia

Campinas - SP
.
Marta
Peres

Minas Gerais
.
Miriam
Zelikowski

São Paulo - SP
.
Monica
Braga

Macaé - RJ
roney
Roney
Moraes

Cachoeiro - ES
roney
Sandra
Almeida

Cacoal - RO
roney
Soninha
Porto

Cruz Alta - RS