Hoje não consigo registrar nada...

Simplesmente nada...

É como se minha mente estivesse vazia e oca.

É um sentimento de apatia, de inércia e de impotência que torce a minha alma e fere a minha carne com uma crueza animal, irracional, e imoral.

Frases soltas ecoam num delírio alucinante, soam como pequenos sinos tocando no vácuo.

Tomam forma, é a criação surgindo da ausência.

É a ausência surgindo como criação.

É o devaneio, frenesi de cores, contornos e sons valsando incógnitos por entre neurônios nervosos.

Piração, doideira, loucura...

São ecos de um comando que nos fazem ir sempre em frente...

Escreva! Vá até o quadro negro de seu imaginário e solte sua fantasia sem medo das críticas, sem medo de errar.

Escreva tudo! Sua vida, seus amores, suas desventuras, suas frustrações, seus sonhos, seus segredos mais bem guardados, seus pudores, suas verdades e suas mentiras.

Vá! Escreve tudo! Conta toda sua vida, não deixe passar nada em branco, use todo o espaço negro que puder.

Se não conseguir, invente! Vai lá! Vai em frente, mas tente...

Não desista nunca! Não se deixe morrer por não conseguir escrever.

Que angústia sem fim é essa que não me larga? Não segure minhas mãos, deixe-me soltar o ser fantástico que habita em meu imaginário.

Leva para a escuridão os bandoleiros que nos roubam e a nossa criação.

Vade retrum, criatura nefasta que afugenta o melhor de nós.

Adriana De Cenzo.

 

Quem me dera ter o dom de cantar o silêncio!
O silêncio é uma música, uma doce música que não ouvimos, seu som é inaudível aos ouvidos humanos, sabiam que o silêncio tem som?
Tem sim! É um som imperceptível, longo, longe, distante!
O som do silêncio é uma aventura, é como caminhar por entre uma enorme floresta de mata fechada, e de repente encontrar um riacho cristalino.
Fechem os olhos, imaginem o silêncio sem som?
Seria como comer jabuticabas e não engolir um único caroço.
Seria um arco Iris sem cor!
O sol sem calor!
A vida sem AMOR!
Quem me dera ter o dom de cantar o silêncio!
Cantaria sem pudor todas as músicas que falassem de amor!
Gritaria aos céus com toda força de minha voz silenciosa, uma única frase!
Ouçam-nos!  Ouçam-nos! Ouçam-nos!
Ouçam o nosso silêncio pedindo que os homens públicos, sejam mais ouvintes do povo!
Ouçam o nosso silêncio pedindo Justiça aos injustiçados!
Ouçam o nosso silêncio pedindo educação às nossas crianças!
Ouçam o nosso silêncio pedindo remédios para os que remediados estão!
Ouçam o nosso silêncio pedindo saúde aos nossos enfermos!
Parem! Fiquem em silêncio e reflitam como o silêncio tem força!
Um minuto de silêncio para saciar a fome no mundo!
Um minuto de silêncio para quem silenciosamente perdeu a esperança!
Um minuto de silêncio para o silêncio!

 Adriana De Cenzo.



 

Filho! Levanta, vai, acorda! Anda meu filho, sai da cama! Já é tarde! Toma banho!Escova os dentes!Penteia os cabelos!Anda menino!
Todo dia a mesma rotina, as mesmas palavras, os mesmos gestos, e a mesma ilusão de um dia melhor.
Somos todos heróis, cavaleiros andantes em seus cavalos coloridos, movidos por uma força invisível que nos faz atravessar os limites das cidades, dos muros, e de nossas próprias vidas.
Somos sonhadores, somos as crianças perdidas por entre olhares das outras milhares de crianças que andam pelas ruas da cidade em busca da terra do nunca.
Pulamos, e brincamos saltitantes por entre a fumaça dos carros e dos ônibus, em um vai e vem histérico e alucinante, embriagados pelo vício do estresse.
Todo dia a mesma rotina!
Cuidado meu amor! Vai com Deus! Deus lhe proteja! Segura a bolsa heim! Não dá bobeira! Te espero para o jantar!
Quantos milhares de vezes as mesmas palavras?
Uma coisa eu tenho certeza, acordei, logo estou VIVA!
Hoje é sábado, dia de praia, me vejo sentada em minha cadeira, é alugada, é da barraca da Regina, é Ipanema, que Paz!
Estou VIVA!
Será mesmo? Será que já morri e não sei?
É que é muita PAZ, nossa! O Mar é lindo!
Lembro-me de Fernão Capelo Gaivota, lembro-me das músicas do Chico, da poesia do Vinícius, e de como era importante a Garota de Ipanema.
Nossa já é tarde! O sol já está se pondo, nem percebi.
Tá! Tá bom!!! Já estou levantando a barraca, a cadeira, a toalha, e deixando para o mar o que restou de meus sonhos.
Estou VIVA?
Ou será que morri e não sei?
Aos heróis da resistência, que não abandonam os seus postos diante da guerrilha urbana, diante das balas perdidas, diante do medo e da impotência perante a morte, somos todos heróis! Que Deus nos proteja!





Escuta! Escuta bem o que vou lhe dizer!
Chegarás ao mundo em um corpo frágil, terás que ser forte, o mais forte.
Carregarás no ventre o amanhã, a sobrevivência de uma espécie, sentirás dores, mas chorarás de felicidade.
Passarás noites em claro, ouviras choros e risos.
Muitas vezes sentir-se-á aflita, diante da doença e da impotência que a persegue em sua ignorância.
Terás momentos, em que somente na oração encontras um apoio, mas tua fé é ilimitada.
Carregará o futuro, o presente e o passado, um futuro que dependerá só de você, de seu empenho e dedicação.
Com seu sangue o alimentarás e farás daquele pequeno e frágil ser, o destino, com que protegerás com sua própria vida.
Será um amor incondicional, independente de aparência, cor ou sexo.
Terás que ser milhares em uma só.
Terás sua imagem perpetuada por séculos, e serás respeitada por todos, por sua fragilidade e fortaleza.
Tua incumbência é tão única, que muitas vezes terás que exercê-la sozinha.
Terá em mãos a obrigação de transformar esta pequena criatura em um grande indivíduo.
Porém, todo este esforço não será em vão, será gratificado ao amanhecer, entardecer e anoitecer, a cada palavra ouvida.
Teu nome será MÃE!
TE AMO MÃE!
Dedico este texto as mulheres, mães de sangue ou coração, que com todas as dificuldades do dia a dia, conseguem na riqueza e na pobreza, superar sua angustia, engolir suas lágrimas e contribuir assim com o futuro da humanidade.
A TODAS AS MÃES DO MUNDO, QUE COM DIFICULDADE CONSEGUIRAM TRAZER AO MUNDO A ESPERANÇA DE UMA VIDA MELHOR!
Um agradecimento especial ao pai do meu filho, Augusto César Torres, grande médico e pai, que contribuiu para que viesse ao mundo um pequeno grande homem chamado Bernardo.
Adriana De Cenzo – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

É público e notório que atualmente vivemos em uma era aonde as facilidades cibernéticas colocaram ao nosso dispor diversas facilidades tais como sites de buscas e pesquisas, de relacionamentos, entretenimentos e tantos outros que seria difícil nomeá-los.

Se não fosse a modernidade cibernética nós não teríamos a facilidade de expor nossas idéias e divulgarmos as notícias com a rapidez e organização que globalização da informática nos obriga.

São imagens que recebemos e enviamos em uma alucinada busca contínua de sermos os primeiros.

Nada contra!

Senão, o desconforto para todos nós, cidadãos, que vivemos na fantasia de nossa suposta segurança quando encastelados por entre portas blindadas e vidros a prova de balas.

No moderno universo cibernético, estamos livres de balas perdidas, mas por outro lado, estamos cada vez mais sujeitos aos crimes que invadem nossos lares através das telinhas iluminadas de nossos computadores.

Como combater crimes como a PEDOFILIA, PROSTITUIÇÃO INFANTIL, e APOLOGIA AOS CRIMES E DELITOS, dentre outros?

Fala-se muito no controle externo do Judiciário, fala-se muito dos escândalos envolvendo homens públicos que deveriam ser os primeiros a dar o bom exemplo, fala-se de desvios de verbas públicas, de balas perdidas, de assaltos e assassinatos.

Não resta a menor dúvida que tudo há de ser averiguado com a maior seriedade e transparência, o nosso povo merece uma satisfação.

É verdade, fala-se de tudo! Mas poucas vezes explica-se publicamente, em linguagem popular como as nossas autoridades estão combatendo as agressões impostas as nossas crianças, quantos pervertidos foram punidos por divulgação de fotos de crianças, muitas ainda bebes em páginas de comunidades destinadas a pedófilos, sádicos e tarados, ou em sites preparados minuciosamente para acobertar tais crimes?

Claro que quadrilhas de estelionatários cibernéticos estão sendo combatidas, muito louvável, ao menos nosso suado dinheiro quando depositado em banco está supostamente seguro, graças aos milhões de reais investidos pelas instituições bancárias que não querem ter o dissabor de verem-se processadas por clientes insatisfeitos com a suposta fragilidade do sistema.

E nossas crianças? Quem zela por elas no quesito segurança e fragilidade do sistema?

Quanto dinheiro vem sendo investido para combater e punir os responsáveis por tamanha monstruosidade?

Processos ficam estagnados em prateleiras dos Tribunais quando algum dos réus tem influência política ou dinheiro para contratar grandes advogados que protelam seu desfecho até cair no esquecimento público.

Sou a favor da moderna "NET", se não fosse por ela, como iríamos reencontrar amigos queridos que a muito deixamos de ter notícias? Como iríamos ter acesso aos modernos métodos de tratamento médico aplicado nos maiores centros de medicina do mundo? Temos tantas coisas a nosso favor, que jamais poderia deixar de dar vivas a informática.

Mas não podemos deixar de esquecer que algumas pequenas regras sociais devem ser cumpridas, não podemos deixar de esquecer a brincadeira de amarelinha, tão pouco deixar que a otimização da utilização dos modernos recursos cibernéticos venha nos robotizar a ponto de banalizarmos o inaceitável.

Não podemos simplesmente fechar nossos olhos às cenas chocantes de crianças sendo molestadas sexualmente, e deixar-nos impunes os crimes virtuais, pois de forma singela eles invadem nossos lares.

Denunciem!

 

Agradeço ao meu futuro colega e incansável parceiro de escritório, nas lutas em prol da Justiça.

 

ADRIANA DE CENZO.

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Já era quase noite, apenas traços do que foi um bonito dia de verão podia-se ver no horizonte.

Marcela, com as botas de borracha sujas de lama, chegou a casa, após mais um exaustivo dia de trabalho.

Seus dois filhos, Andrézinho e Raphaela, aproveitavam os poucos raios de sol que ainda se faziam presente e brincavam animadamente no jardim da casa.

Tudo corria normalmente...

Foi quando Marcela escutou gritos vindos do quintal e saiu apressada calçando apenas uma das botas.

Seu coração saia pela boca. O que estaria acontecendo com as crianças?

Acordou tonta, sem ao certo saber o que havia acontecido.

Seu olho esquerdo não abria, estava dolorido e inchado, seus lábios sangravam, sua cabeça doía e as lembranças ainda atrapalhadas não conseguiam identificar o que havia acontecido.

Ao seu lado jazia Andrézinho, caído de bruços, choramingando.

Raphaela chorava agarrada à sua boneca amiguinha.

Aos poucos, percebeu que não estava tendo um pesadelo, a dor que sentia era real, tudo era real.

Com dificuldades levantou-se cambaleando, Andrézinho, que chorava baixinho, foi ao seu encontro, Raphaela também.

A cena era de dar dó!

Já recomposta, embora com dificuldade e cheia de dores, pôde entender o ocorrido, à sua frente estava de pé Diogo, seu ex-amor, ex-amante e ex-marido.

Aquela cara de ódio já era sua velha conhecida.

Havia pouco menos de seis meses que o casal estava separado, eram tantas agressões verbais, tantas humilhações e ameaças que o amor há muito já não existia.

Marcela tentou falar algo, mas as palavras não eram ouvidas, era como se um vácuo tomasse conta de tudo ao redor.

Aquilo parecia uma eternidade! Que medo! Que nojo! Que arrependimento!

Aos poucos, mal refeita das agressões passou a mão pelo rosto inchado, olhou para seus filhos ainda tão pequenos, mas já tão cheio de marcas, cicatrizes, e traumas para tão pouca idade.

Andrézinho já completara dez anos, Raphaela ainda não tinha seis.

Andrézinho parecia um pequeno grande homem acariciando sua face, em seu rosto as marcas da agressão eram visíveis.

Como um homem a quem chamava de pai podia ter feito aquilo? Ele é apenas uma criança, pensou.

O rostinho do pequeno grande homem estava em um estado lastimável, seu nariz havia sido quebrado e faltavam-lhe dois dentes ainda de leite.

Não haviam caído por força da mãe natureza, haviam sido arrancados por um furacão que outrora chamara de "pai".

Mais uma história estampada nas páginas de um boletim de ocorrência? Não, aquilo não ficaria mofando na gaveta enferrujada de alguma delegacia policial!

Não, não e não! Estava resolvido! Iríamos até as últimas conseqüências, queríamos JUSTIÇA! Haveria alguma Lei que punisse aquele monstro, nada de cestas básicas, nada de multas, isso era pouco, tinha que ter um fim, quanta impunidade.

A Lei Maria da Penha já está em vigor

A Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher foi sancionada pelo presidente Lula, dia 7 de agosto, e receberá o nome de Lei Maria da Penha Maia. "Essa mulher renasceu das cinzas para se transformar em um símbolo da luta contra a violência doméstica no nosso país", afirmou o presidente.

O projeto foi elaborado por um grupo interministerial a partir de um anteprojeto de organizações não-governamentais. O governo federal o enviou ao Congresso Nacional no dia 25 de novembro de 2004. Lá, ele se transformou no Projeto de Lei de Conversão 37/2006, aprovado e agora sancionado.

A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, acredita que o número de denúncias possa aumentar. "Certamente , quando oferece a sociedade uma estrutura de serviços onde as mulheres se sintam encorajadas a denunciar porque tem uma rede de proteção para atendê-las, você aumenta a possibilidade de número de denúncias", disse.

A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres colocou à disposição um número de telefone para denunciar a violência doméstica e orientar o atendimento. O número é o 180, que recebe três mil ligações por dia.

Art. 12. Em todos os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, feito o registro da ocorrência, deverá a autoridade policial adotar, de imediato, os seguintes procedimentos, sem prejuízo daqueles previstos no Código de Processo Penal:

I - ouvir a ofendida, lavrar o boletim de ocorrência e tomar a representação a termo, se apresentada;

II - colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e de suas circunstâncias;

III - remeter, no prazo de quarenta e oito horas, expediente apartado ao juiz com o pedido da ofendida, para a concessão de medidas protetivas de urgência;

IV - determinar que se proceda ao exame de corpo de delito da ofendida e requisitar outros exames periciais necessários;

V - ouvir o agressor e as testemunhas;

VI - ordenar a identificação do agressor e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes criminais, indicando a existência de mandado de prisão ou registro de outras ocorrências policiais contra ele;

VII - remeter, no prazo legal, os autos do inquérito policial ao juiz e ao Ministério Público.

§ 1º O pedido da ofendida será tomado a termo pela autoridade policial e deverá conter:

I - qualificação da ofendida e do agressor;

II - nome e idade dos dependentes;

III - descrição sucinta do fato e das medidas protetivas solicitadas pela ofendida.

§ 2º A autoridade policial deverá anexar ao documento referido no § 1ºo boletim de ocorrência e cópia de todos os documentos disponíveis em posse da ofendida.

§ 3º Serão admitidos como meios de prova os laudos ou prontuários médicos fornecidos por hospitais e postos de saúde.

Art. 20. Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, caberá a prisão preventiva do agressor, decretada pelo juiz, de ofício,a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial.

Parágrafo único. O juiz poderá revogar a prisão preventiva se, no curso do processo, verificar a falta de motivo para que subsista, bem como de novo decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem.

A história aqui relatada é real, seus personagens são fictícios, Um inquérito judicial foi instaurado, o processo transcorre em um dos Juizados Especial Criminal eleito especialmente para julgar crimes de "Violência contra a mulher", Marcela, Andrézinho e Raphaela, passados um ano, estão bem, as marcas das cicatrizes quase já não são percebidas, restando às cicatrizes da alma, um pouco mais difícil de curar.

• Um agradecimento especial a grande médica que cuida das cicatrizes da alma, minha amiga, Dra. Ana Maria Rodrigues Alves Campitelli Simas.

Adriana De Cenzo

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