Vovô Idibaldo

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No final da Rua do Meio morava  um senhor de estatura mediana que, diariamente, passava por dezenas de casas de ferroviários, pescadores, gente simples e crianças que ornamentavam as inexistentes calçadas em jogos e corridas... Ele ia  para a Rua Direita. Era o Vovô Idibaldo que carregava uma das  mais vivas espiritualidade que habitava a cidade. Passava,  era cumprimentado desde a casa de “dona Maria de seu Bráulio Vianna” até a esquina de seu “Valtinho Sapateiro” sem deixar de ser também cumprimentado  por seu Erotildes Monteiro, Elias enfermeiro da “Casa de Caridade” e “Elso Fróes, o alegre “Pudin” da Estação de Trens...

 Vovê Idibaldo dobrava sorridente a Praça da Matriz de São João Batista  e ia ter com seu Raymundo Peixoto e sua esposa Maria José. Dali estes tres personagens do Kardecismo iam  ao encontro do “Peixotinho” e Pierre para juntos cimentarem  a fundação de Entidades Fraternas em Macaé. Eu tinha os meus 11 anos e, estes homens, num caminhar calmo, gestos de crianças e olhares de anjos, tinham alguma coisa que os difrenciava dos demais que, em correrias, afoitos, preocupados, passaram também  pelas vielas e becos da cidade...

Seu Raymundo Peixoto Lins era um destes vultos alegres e felizes  que o Norte do Brasil  nos presenciou. Pai de uma prole de gente boa, tendo a destacar, o meu amigo Zé Peixoto, Jerônimo, Emília,  Adolpho e António.

Este senhor Idibaldo, merecidamente. tem seu nome perpetuado materialmente na Biblioteca do Centro Espírita Pedro onde ele deixou um grande trabalho social.

  Sua casa, era simples, como ele sempre foi materialmente. Cerca de bambus, algumas madeiras, um portãozinho de restos de caixotes e algumas galinhas se misturando com um cãozinho branco que se abanava ao vê-lo chegar curvado pelo peso dos anos. No Lar de Maria ele cantarolava, ao tempo que moia longas vara de cana para servir aos que lá iam e colaboravam com a Instituição que mantinha dezenas de “Crianças Desamparadas”. Muitas destas crianças  ainda estão vivas e progrediram na vida comunitária.

.Era bonito ver este senhor no “Lar de Maria”  cumprindo a missão de servir ao próximo e de amor fraterno. Parecia uma alma de mil anos num corpo de 90.

Vovô Idibaldo morava perto da casa do Parrudo do DCT  e Juca Mecanico de Dalcy Vianna e Décio. Bem perto ainda onde havia o Campo da Cocheira onde as crianças jogavam peladas. Mais à frente  tinha o colégio de dona Dalila Collares Quitete uma das mais antigas educadoras de nossa cidade.

Vovô Idibaldo, Pierre, Raymundo, Maria José viram a Materializçao de "Irmã Sheilla" com a presença do Mediun Peixotinho. (José Milbs, editor de "O Rebate" www.jornalorebate.com). 

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