http://www.jornalorebate.com/77/Picture032.jpgA transformação impulsionada pela chegada das novas tecnologias e pela crise das metáforas da modernidade, caracteriza o que o sociólogo francês Léo Scheer identificou como a "civilização do virtual". A linguagem digital e a mutação do espírito e da mentalidade são conseqüências da falência de um pensamento clássico, cansado e agonizante. Essa é a nova civilização. A civilização do virtual dá exemplos todos os dias de sua dinâmica e velocidade: telefones celulares, "pagers", Ipods, música eletrônica, sites interativos, raves, próteses e implantes, engenharia genética; sem falar na informática popular, com os Pcs, consoles de jogos, Cd-rom multimídia, e a Internet. A efervescência da Internet e suas comunidades virtuais são reflexo da existência de uma "comunidade eletrônica", espécie de sociedade compartilhada através das tecnologias digitais. A Net é exemplo da cybercultura, da civilização do virtual, da "cyber-socialidade”.

Na civilização virtual, a metáfora dos bits substituindo os átomos parece ter tudo haver. Em todas as formas da cultura contemporânea, podemos perceber os efeitos dessa transformação: os "smart-cards" e o dinheiro eletrônico (criando um espaço digital de circulação de mercadorias e informação), a TV digital e os (multi) media, a informatização do trabalho (e o surgimento de empresas virtuais), a arte eletrônica e suas obras interativas e imateriais, a Internet, o www e as home pages, etc. O paradigma digital e a circulação de informação em rede parecem constituir a espinha dorsal da contemporaneidade.

A virtualização da cultura, da comunicação, do trabalho e do entretenimento, transformou o mundo em bits e, ao mesmo tempo, os bits se traduzem em informação alimentando as redes e os bancos de dados. A virtualização do mundo é o término do mundo, num processo progressivo de "desmaterialização" da natureza. É com essa parabólica que devemos entender e pensar a arte eletrônica ou digital, pois ela vai aceitar e explorar a desmaterialização pela qual passa e se fundamenta a civilização do virtual.

A cyber-arte encarna o imaginário da civilização do virtual. A arte eletrônica contemporânea toca a alma da civilização do virtual: a desmaterialização do mundo pelas tecnologias virtuais, a interatividade e possibilidades hipertextuais, a circulação (virótica) de informações por redes planetárias. A arte entra no processo global de virtualização do mundo. Compreender a arte desse início de século é entender o imaginário da nossa cybercultura. Que assim seja!

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