Distração virtual, risco real!

Os recursos tecnológicos chegaram para ficar. Há cientistas em todo o mundo afirmando que no próximo século é possível que a inteligência artificial se nivele com a capacidade intelectual do ser humano e, talvez, a ultrapasse. Por enquanto são estudos e projeções, porém é inegável que o comportamento de todos nós está mudando e isso requer muita atenção para os riscos que isso nos traz no dia a dia, em especial em situações ou profissões cujo piscar de olhos pode determinar a perda de uma vida.

Já há algum tempo muitas operações policiais são transmitidas, ao vivo, tanto pela imprensa quanto pelos próprios agentes de segurança. Como tudo na vida, tal procedimento tem prós e contras, pois se por um lado se trata da possibilidade de valorizar esses verdadeiros heróis em diversas ações contra o crime, por outro cabe avaliar até que ponto isso pode significar um risco eminente devido à distração causada pelo uso do celular na mão. Penso que essa reflexão deve ser priorizada até mesmo para as corporações entenderem como agregar treinamentos preventivos nesse sentido.

São vários os estudos que constatam esses riscos. De acordo com a Abramet, Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, o uso de celular ao volante é a terceira maior causa de fatalidades no trânsito no Brasil, vitimando cerca de 150 motoristas por dia e 54 mil anualmente. A explicação está na falta de atenção que o uso do celular ao volante causa e, se antes a preocupação era sobre quem falava ao telefone, hoje é ainda maior com aqueles que navegam nas redes sociais ou WhatsApp. Segundo o Detran, o uso do celular aumenta em cerca de 400% as chances de acidentes, percentual comparável ao perigo de dirigir sob o efeito de álcool.

Segundo as organizações Save Kids Worldwide, dos EUA, e a brasileira Criança Segura, em 2014, o Brasil registrou aumento de 10% no número de mortes de pedestres de 15 a 19 anos. Um adolescente morre por dia no Brasil vítima de atropelamento e uma das principais causas é o uso de celulares e fones de ouvido nas ruas.

Não são poucos os exemplos que a distração oriunda do uso do celular causa acidentes e mortes. Em relação aos agentes de segurança o cuidado deve ser redobrado, seja quando estão em patrulha, seja numa ação, pois um vacilo pode significar a sua morte. O mundo virtual é atrativo, mas no ambiente físico os riscos são reais.


*Advogado Criminalista

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