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SARA COSTA ESCREVE AO EDITOR MILBS, FALA EM PIERRE, MOTA COQUEIRO E DA PENA DE MORTE

Amigo José Milbs,
 
em relação ao belíssimo e histórico texto redigido sobre o centenário de Pierre, li sobre o crime que à época teria sido praticado por Mota Coqueiro, realmente um homem violento e após este fato ficou conhecido como " A fera de Macabu". Este caso é conhecido como o maior erro judiciário do Brasil. Mota Coqueiro foi condenado a morte por enforcamento diante de crime tão hediondo. Pediu misericórdia à Coroa. D. Pedro II indeferiu o pedido determinando que fosse o réu submetido à Forca. Houve a execução.

Mais tarde o verdadeiro autor do crime por ocasião da extrema unção, confessou ao Cura ou Bispo a autoria para na ocasião serem envolvido Mota Coqueiro, tudo isso como vingança porque não gostava do fazendeiro e sabia do desentendimento que este teve com as vítimas dias antes da morte. A verdade apareceu e a morte era irreversível. O imperador D. Pedro II, ao tomar conhecimento do grande erro judiciário, quebrou a pena que usou para indeferir o pedido de misericórdia do fazendeiro e aboliu a partir daí a pena de morte no Brasil. Mota Coqueiro foi o último enforcado que a Nação teve. Passou a Monarquia e já  estamos  na Repúlblica e continua inaplicável a pena de morte no Brasil, cláusula pétrea da Constituição Federal.


Não poderia deixar de manifestar o respeito à memória de um réu inocente que a Justiça errou, condenando-o e, mais a uma pena sem volta. Mota Coqueiro é o grande exemplo de repúdio à pena de morte.

Abraço.

Sara Costa
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