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GIRA A RODA, GIRA

O quê dizer dos acontecimentos estampados nas manchetes dos jornais, o quê falar das atitudes desumanas praticadas no nosso cotidiano, o quê pensar dos desastres naturais, o quê questionar na educação mundial, o quê queremos no atendimento médico e hospitalar, o quê fazer a respeito das políticas públicas, o quê acreditar no quadro político, o quê esperar da economia, o quê?

Quanto mais o tempo passa, a pressa é maior e a eficiência é menor. Atolamo-nos de tarefas, horários e compromissos, sem nos importarmos com o homem ou a humanidade. O capital é sem dúvida, o bem mais almejado e buscado pela sociedade, que na maioria das vezes o camufla em diferentes roupagens.

Infelizmente sabemos que este não é o caminho da realização e da felicidade, muitos conquistam a fama e o poder econômico e apesar de tudo não teem nada, bens móveis e imóveis veem e vão, e o que realmente precisamos e necessitamos não se esconde no domínio das cédulas, moedas e holofotes.

Diante das doenças, dos acidentes, das fatalidades, vemos a fragilidade do tempo que temos para a concretização dos nossos desejos, anseios e vontades.

Quando nos permitimos ser, descobrimos que deveríamos ter amado mais, ter vivido mais, ter convivido mais, ter cuidado mais... Como já diz a música dos Titãs, Epitáfio, e se registram nos marcos históricos de toda a humanidade.

Por que não fazer o mundo girar, mudar de atitude, valor, ajudar os outros, realizar planos?

Durmo e acordo na confiança de que um dia a roda faça o mundo ir em direção do bem e da paz.

Nice Aranha

 

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