Brasil, cada vez mais uma República de Bananas

Áudios inéditos do Superior Tribunal Militar (STM), solicitados pelo jornal O Estado de São Paulo, mostram a íntegra de um julgamento de trinta anos atrás: o do então capitão do Exército Jair Messias Bolsonaro, à época com 33 anos, hoje com quase 64.  

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O ódio estampado na face

Entre 1987 e 1988, Bolsonaro foi julgado duas vezes, por diferentes Conselhos de Justificação, sob a acusação de “ter tido conduta irregular e praticado atos que afetam a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe”.

O ato ilícito do então capitão era ter planejado, junto com um companheiro, a instalação de bombas em quartéis do Exército no Rio de Janeiro.

Na primeira instância, em janeiro de 1988, foi considerado culpado pela unanimidade dos três julgadores, todos oficiais militares. Na última – o STM, em sessão secreta de 16 de junho de 1988, integralmente gravada - Bolsonaro foi considerado não-culpado por a 9 a 4.

Em 25 de janeiro de 1988, o Conselho de Justificação, nomeado pelo ministro do Exército, general Leônidas Pires Gonçalves, proclamou existir no indiciado “desvio grave de personalidade e uma deformação profissional”, “falta de coragem moral para sair do Exército” e “ter mentido ao longo de todo o processo”.

Pela ordem natural das coisas, a questão foi repassada ao Superior Tribunal Militar, formado por 13 ministros. No julgamento, em sessão secreta, foi negada a palavra ao Ministério Público Militar, órgão de acusação. O resultado registrou o réu como não-culpado pelo placar de 9 a 4.

O julgamento do STM foi a última etapa do longo e momentoso caso de rebeldia militar ocorrido durante a presidência de José Sarney – a primeira depois da ditadura – e o desenrolar do segundo ano da Constituinte. O maior derrotado pela absolvição do capitão Bolsonaro foi o general Leônidas Pires Gonçalves, ministro do Exército de Sarney, que avalizara publicamente a decisão da primeira instância, reformada pelo tribunal superior.

Seguindo outro caminho, em novembro de 1988, o capitão foi eleito vereador na cidade do Rio de Janeiro, na certa por uma grossa maioria de militares e seus parentes e amigos. Em outubro de 1990, foi eleito deputado federal, em ambos os casos pelo PDC, por grande número de votos de militares, seus amigos e vizinhos, em vista de suas promessas de lutar por melhores salários para a categoria.

Assim como tinha sido um militar medíocre, tornou-se também um político medíocre, tendo passado 30 anos em cargos eletivos no Rio e em Brasília sem ter feito nada de aproveitável ou digno de nota.

A lógica nos diz que temos todas as razões para crer que o capitão apresenta também plenas credenciais para ser um presidente medíocre. Por que, não?

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Um político medíocre

Pois este foi o sujeito que os brasileiros elegeram como Presidente da República.

Dados como os aqui descritos estão circulando mundo afora. O conhecimento dessas informações por parte gente bem mais séria nos países centrais e mesmo em países periféricos dão a elas todos os motivos para considerarem o Brasil cada vez mais uma República de Bananas

Fonte: https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,o-julgamento-que-tirou-bolsonaro-do-anonimato,70002249929    

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