Educação no trânsito

Vou iniciar essa nossa conversa relembrando um fato acontecido comigo, e do qual muito me orgulho. Foi quando trabalhava para o Jornal A Cidade, e recebi do Diretor de Redação do Jornal, Sérgio Escovedo, um elogio. Ele chamou-me a atenção dizendo que gostava de mim, porque eu tinha olho clínico para reportagem, e isso era um bom sinal. 

Por isso sem fazer trocadilho, vou falar hoje sobre a educação no trânsito. Até porque eu já havia visto e percebido esse detalhe há muito mais tempo do que pudesse supor e também não me imaginava um dia, escrevendo para um jornal.


O fato é que ultimamente os campistas e talvez até mesmos os moradores de muitas cidades brasileiras – excluindo Joinville-SC e Nova Friburgo-RJ, tem vivido um drama em relação ao trânsito cada vez mais freqüente de ciclistas pelas ruas centrais da cidade. Até bem pouco tempo atrás, talvez uns dois anos, tivemos aqui em Campos, uma série de acidentes envolvendo ciclistas que foram atropelados por coletivos ou caminhões. Mas o que vejo atualmente é um sem-número de ciclistas trafegando em direção contrária a dos veículos automotores e isso tem causado uma série de transtornos, tanto para os motoristas quanto para os pedestres que são as maiores vítimas desses ciclistas que insistem em trafegar contra o mundo, achando que eles estão corretos, e os outros é que necessitam se adequar as leis do trânsito.


Confesso que também já fui atropelado por um desses ciclistas e em alguns casos consegui mostrar que eu estava certo, em outros ... bem! Nem é bom pensar. Até porque contra ignorantes é melhor nem discutir.


Mas digo tudo isso porque outro dia, quando estava em um ônibus que me levaria à Faculdade, nas proximidades do Liceu de Humanidades e do Fórum - que brevemente será a sede do Legislativo Municipal, um idoso dentro do mesmo ônibus, chamava a atenção de um colega, sobre o fato de que um ciclista carregando uma mulher e um bebê de colo trafegando pela Avenida Alberto Torres em direção contrária a dos veículos.


Curiosamente naquela mesma esquina da citada avenida com a Rua Barão da Lagoa Dourada, a Emut – Empresa Municipal de Transportes, que administra o destino e o modus operandi dos campistas transitarem com seus veículos colocou uma placa sinalizadora chamando a atenção dos ciclistas para que eles não trafeguem na contra-mão. Só que, infelizmente a tal placa está virada para os motoristas de veículos automotores e não para os desavisados ciclistas, que continuam a trafegar teimosamente pela contramão das nossas ruas e avenidas, acreditando que com isso eles estão encurtando as distâncias a qual eles precisam trafegar e que eles necessitam que os motoristas o vejam trafegando.


Sinceramente, é lamentável que um dos maiores expoentes do ciclismo campista, Gerardo Maria Ferraiouli, tenha falecido tão recentemente e a prefeitura não tenha tido a idéia de fazer com ele uma campanha educativa nas escolas públicas e privadas chamando a atenção das crianças para a maneira correta de trafegar com suas bicicletas pelas nossas ruas e avenidas.


Quando excluí as citadas cidades de Joinville e Nova Friburgo, é porque eu já presenciei e cheguei a morar na região serrana fluminense e não me recordo de, em nenhum momento ter visto um ciclista trafegar pelas ruas desta cidade, em direção contrária à dos veículos. Em relação à Joinville eu creio que, por ser a cidade brasileira com o maior número de ciclistas em trânsito, essa cidade não tenha esses mesmos problemas que estamos enfrentando atualmente.


Por outro lado, e aqui vai um adendo a um artigo anterior, é que no Código de Posturas de Campos – pelo visto em uma edição bem mais antiga -, havia um capítulo destinado aos ciclistas e ali em um dos artigos estava explícito que a bicicleta também era considerada um veículo, e como tal deveria ter placa numérica, farol e buzina. Fato inexistente nos dias de hoje.


Como agora, temos um Código Nacional de Trânsito, já era tempo dos nossos legisladores resolverem criar adendos para normalizar o trânsito de ciclistas nas cidades brasileiras, para que não ocorram mais, choques e atropelamentos em pedestres, já que estes por precaução se preocupam mais com o trânsito dos veículos automotores e a mão de direção dos carros do que propriamente olhar para o lado oposto e se preocuparem com os teimosos ciclistas.
Até a próxima!

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