12 de maio: Dia Internacional de Combate a Fibromialgia

A reumatologista Evelin Goldenberg é autora do livro “O coração sente, o corpo dói – Como reconhecer e tratar a fibromialgia*” (Ed. Atheneu), alerta que dia 12 de maio é o Dia Internacional de Combate a Fibromialgia, síndrome mais comum nas mulheres (atinge cerca de 80% a 90%, com idade entre 35 e 60 anos) é caracteriza por dor crônica pelo corpo em um período de pelo menos três meses, interferindo diretamente na qualidade de vida dos pacientes.

Entre os sintomas destacamos distúrbios do sono, dor de cabeça tensional, tensão pré-menstrual, bruxismo, dificuldade de digestão, vertigens (tontura), depressão, perda de memória e de concentração, cansaço inexplicável, formigamento em braços e pernas e dificuldade de digestão fadiga, a Dra. alerta que a predisposição hereditária pode gerar casos da síndrome entre mãe, filha e irmãs. “É imprescindível uma longa conversa com o paciente para se diagnosticar a fibromialgia. Não existe um exame específico que revele o problema”, explica a médica. “Porém, quanto mais cedo o problema for detectado, maior a chance de recuperação, e do paciente voltar a se sentir bem e conseguir retomar sua rotina”, conclui Dra Evelin.

Se você conhece alguém que reclama permanentemente de cansaço, dores pelo corpo, enxaqueca, tem alterações de humor, diz sentir formigamentos em braços e pernas e um sono que não restaura as energias, não desacredite. A pessoa pode ser vítima de fibromialgia.

A fibromialgia é caracteriza por dor crônica pelo corpo em um período de pelo menos três meses, acompanhada pela detecção de dor em 11 dos 18 “tender points”, que são pontos pré-estabelecidos que serão procurados pelo médico no corpo do paciente. A dor pode ter início em uma região, particularmente nos ombros e no pescoço, e se tornar generalizada depois de um tempo.

Distúrbios do sono, dor de cabeça tensional, tensão pré-menstrual, bruxismo, dificuldade de digestão, vertigens (tontura), depressão, perda de memória e de concentração, cansaço inexplicável, formigamento em braços e pernas e dificuldade de digestão também estão entre os sintomas da doença. Os fatores que desencadeiam a doença podem ser externos (clima úmido, sedentarismo/falta de exercícios, e postura incorreta) e internos (depressão, predisposição genética, ansiedade, estresse e problemas emocionais como traumas na infância ou ao longo da vida).

Mais comum nas mulheres, cerca de 80% a 90% dos pacientes são do sexo feminino, entre 35 e 60 anos, a fibromialgia interfere muito na rotina das pessoas. Aproximadamente 90% apresentam quadro de fadiga, entre 44% e 56% têm cefaléia e distúrbios do sono se manifestam entre 56% a 86% dos casos. A reumatologista Evelin Goldenberg, autora do livro “O coração sente, o corpo dói – Como reconhecer e tratar a fibromialgia*” (Ed. Atheneu), destaca também que a predisposição hereditária pode gerar casos da síndrome entre mãe, filha e irmãs.

De acordo com estudos realizados pelo Ministério de Previdência Social, a quantidade de auxílios-doença emitidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social apresentou um crescimento de 280% entre 2000 e 2004. Em dezembro de 2000, o Instituto emitiu 492.084 auxílios-doença, contra 1.382.195 emitidos no mesmo período de 2004. Entre as principais causas de afastamento estão doenças relacionadas a LER/DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), síndromes reumáticas, câncer de pele e dores de cabeça.

Se não for tratada da forma correta, a síndrome pode provocar o afastamento do trabalho e prejudicar a qualidade de vida do paciente de forma drástica. Alguns estudos mostram que casos de afastamento com diagnóstico de LER/DORT e até mesmo osteoporose podem ser portadoras de fibromialgia, pois a síndrome não é percebida em exames laboratoriais e ressonâncias magnéticas e, por isso, muitos não sabem a origem da dor. Os pacientes relatam que, muitas vezes, são vistos como exagerados como desequilibrados e exagerados por familiares, amigos e colegas de trabalho, passando por vários médicos e exames até serem esclarecidos sobre a doença.

Para diagnosticar a fibromialgia, a pessoa deve ser submetida a um exame clínico detalhado, que inclui inventário físico, psicológico e social, desde a infância. Por isso, a consulta baseada apenas em laudos de exames não é suficiente, pois a relação médico-paciente é fundamental para o diagnóstico e o tratamento corretos. “É imprescindível uma longa conversa com o paciente para se diagnosticar a fibromialgia. Não existe um exame específico que revele o problema”, explica a médica. “Porém, quanto mais cedo o problema for detectado, maiores as chances de recuperação, e do paciente voltar a se sentir bem e conseguir retomar sua rotina”, alerta Dra Evelin.

“Normalmente, as pessoas se consultam com um reumatologista quando já peregrinaram por diversos médicos, tomaram inúmeros medicamentos, estão desacreditadas pela família porque, mesmo com todo essa busca pela cura, as dores não diminuem. Isso afeta sua auto-estima e o paciente passa a se questionar, achando que está louco”, destaca a médica.

A fibromialgia é, na verdade, uma amplificação da dor em função do excesso da substância P (responsável pela dor), da falta de serotonina e de outras alterações químicas. Acredita-se que esses pacientes percam a capacidade de regular a sensibilidade dolorosa, uma vez que esse grupo possui menos serotonina. Assim, muitos dos impulsos que chegam e saem do cérebro são identificados erroneamente como dor (por exemplo, um abraço pode ser interpretado como dor).

Pesquisas apontam também que mulheres portadoras de fibromialgia são perfeccionistas e detalhistas. Até ficarem doentes, são as melhores no trabalho, supermães e supermulheres em casa. Quando se iniciam os problemas, desmoronam e a auto-estima desaba. Quanto mais a perdem, mais aumentam os sintomas.

O tratamento se divide em medicamentoso e não medicamentoso. Para o medicamentoso existem novos medicamentos que estão sendo utilizadas e estudadas, como o Pregabalina (combate às dores nos nervos) e a Duloxetina (estimula o aumento de serotonina e noradrenalina reduzindo a sensação de dor independente do quadro emocional da paciente), com excelentes resultados no tratamento de dores crônicas. Além das drogas convencionais, em casos refratários a outros tratamentos é recomendada a cetamina (apresentado no ASRA2006 e no Brasil aplicado pela Dra. Evelin Goldenberg) age diretamente como inibidor do receptor NMDA (responsável pela perpetuação da dor). Estudos comprovaram que os pacientes tratados com cetamina, em algumas situações, não apresentaram quadro de dor ou, em alguns episódios, as crises são menos dolorosas.

No tratamento não medicamentoso podem ser feitos exercícios físicos monitorados, pilates, RPG, rolfing, acupuntura, entre outros, sempre sob supervisão médica, para não haver riscos de piorar a dor. Além disso, existem novas drogas que estão sendo utilizadas, com excelentes resultados.

A fibromialgia não tem cura, mas pode ser controlada e, com o acompanhamento médico, permitir a retomada da qualidade de vida do paciente, independente da idade.

Sobre a reumatologista:

Autora do livro “O coração sente, o corpo dói – Como reconhecer e tratar a fibromialgia*” (Ed. Atheneu), a médica Evelin Goldenberg é mestre e doutora em reumatologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina. Ela defendeu tese de doutorado sobre o tratamento da fibromialgia com acupuntura. É coordenadora do curso de pós-graduação em reumatologia, com ênfase ocupacional do Hospital Albert Einstein, São Paulo, e professora colaboradora da disciplina de Clínica Médica da Unifesp-EPM.

A idéia de escrever o livro “O coração sente, o corpo dói - Como reconhecer e tratar a Fibromialgia” (Ed. Atheneu) veio do acompanhamento de meus pacientes e das minhas pesquisas nesta área. Em 20 capítulos, procuro mostrar como a história de vida e o estresse do dia-a-dia contribuem para o aparecimento, a manutenção e o agravamento das dores, e também dou dicas de tratamentos auxiliares como acupuntura, psicoterapia e exercícios físicos monitorados. O livro traz ainda os principais medicamentos utilizados no tratamento e um teste prático para reconhecimento de possíveis sintomas da doença. O leitor pode avaliar seu nível de cansaço, dor de cabeça, dor nos músculos e coluna, irritação e funcionamento do intestino, entre outras questões.

* A obra, que já está na 5ª edição, é baseada em estudos da reumatologista e acompanhamento de portadores da doença. Em 20 capítulos, a autora mostra como a história de vida e o estresse do dia-a-dia contribuem para o aparecimento, a manutenção e o agravamento das dores, além de dar dicas de tratamentos que auxiliam no controle da dor como acupuntura, psicoterapia e exercícios físicos monitorados.

Relatos de pacientes, mitos e verdades sobre a doença e os principais medicamentos utilizados no tratamento também estão presente na obra, que traz ainda um teste prático para reconhecimento de possíveis sintomas da fibromialgia.

“A proposta do livro é explicar de uma maneira simples e objetiva o que é a fibromialgia, como ela atinge de forma direta ou não milhões de pessoas e quais são os tratamentos mais eficazes no combate à síndrome. Agradeço a todas as pessoas que contribuíram com este trabalho e espero que ele ajude no esclarecimento da síndrome”, afirma Evelin Goldenberg.

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