Como a grande indústria viciou o brasileiro em "junk food"

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A NESTLÉ

Muito presente na rotina alimentar das comunidades carentes, conforme observou a reportagem do The New York Times em uma visita a uma região pobre de Fortaleza, a marca recentemente reformulou vários de seus produtos, tornando-os mais saudáveis, porém, nem tão acessíveis assim.
Até pouco tempo, a empresa patrocinava um barco para levar seus alimentos às famílias mais afastadas, mas entre seus mais de 800 produtos, boa parte do que é oferecido e consequentemente solicitado por essas regiões são seus biscoitos recheados, pudins de chocolate, cereais e achocolatados repletos de açúcar.
"Por um lado, a Nestlé é líder mundial em fórmulas lactentes [para crianças] e produtos lácteos. Por outro lado, eles estão indo para o sertão do Brasil e vendendo seus doces". – disse Barry Popkin, professor de nutrição da Universidade da Carolina do Norte.
Desde 1970, a empresa é alvo dos ativistas da saúde pública, seja devido ao marketing agressivo, que faz com produtos destinados ao público infantil, ou até suas tramoias políticas, como aconteceu em 2000, quando a Nestlé e outras empresas alimentícias barraram uma norma, sugerida para a Organização Mundial da Saúde, que aumentaria para seis meses o tempo da amamentação com leite materno, ao invés de quatro.

LEIA O RÓTULO

Em 2010 uma série de empresas brasileiras de alimentos atacaram as medidas que buscavam limitar os anúncios de comidas industrializadas destinadas às crianças, ao mesmo tempo que, segundo Carlos A. Monteiro, professor de Nutrição e Saúde Pública da USP, os interesses políticos iam na mesma direção.
"O que temos é uma guerra entre dois sistemas alimentares, uma dieta tradicional de alimentos reais produzida pelos agricultores ao seu redor e os produtores de alimentos ultraprocessados, destinados a serem consumidos em grandes quantidades e que, em alguns casos, são viciantes. É uma guerra, mas um sistema alimentar tem um poder desproporcionalmente maior que o outro". – alerta o especialista.
Mas o problema é a dificuldade em bater de frente com a poderosa indústria alimentícia pela via legislativa. De acordo com o jornal, um estudo constatou que mais da metade dos atuais legisladores federais do nosso país foram eleitos graças as doações feitas pela indústria de alimentos.
Para contribuições nas campanhas, em 2014, a JBS concedeu U$112 milhões, a Coca-Cola deu U$6,5 milhões e o McDonald's doou "apenas" U$561 mil.
A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) até tentou mudar essa realidade propondo mais rigidez, porém, após dezenas de acusações feitas pelos advogados da indústria, "a mãe deve ter o direito de escolher o que dar para o filho" ou "estarão privando as crianças…", a agência retirou suas propostas de restrições, exceto uma, que exigia nos anúncios um aviso, caso o alimento ou bebida não seja saudável.
https://www.nytimes.com/2017/09/16/health/brasil-junk-food.html?mcubz=1

 

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