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Sem combate à corrupção não haverá inclusão social

Em entrevista à Radio Metrópole AM, de São José do Rio Preto hoje (19), a presidente Dilma Rousseff disse: "O objetivo do meu governo não é criar nenhum problema em relação a esse ou àquele segmento.
Agora, onde houver problema de corrupção, somos obrigados a tomar posição. Não faço disso o objetivo central do meu governo, o objetivo central é buscar a inclusão social".

A presidente Dilma está mergulhada num mar de confusões, herdado do governo anterior. E começou a dar sinais de descontrole emocional ao afirmar que o seu governo não tem como compromisso central combater a corrupção.

Pois é justamente a corrupção política da locupletação com o dinheiro público, disseminada em larga escala na administração federal, uma das causas que tem dificultado a redução das desigualdades sociais.

O dinheiro público que deveria ser canalizado para a reconstrução do país, nas diferentes áreas da vida brasileira, é diuturnamente desviado para o bolso de espertalhões políticos e apaniguados, sem fiscalização, impedindo a busca da inclusão social.

Assim, não vejo coerência no discurso da presidente da República para trabalhar pela inclusão social, se simultaneamente não houver um procedimento sistemático de combate à corrupção nos órgãos públicos.
Senão o dinheiro que será liberado para combater as desigualdades sociais continuará sendo desviado.

Júlio César Cardoso
Bacharel em Direito e servidor federal aposentado Balneário Camboriú-SC

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