Chefões do crime organizado quando precisam se ver livres de alguma acusação escolhem um assecla que assuma a culpa e pague a pena. Na minha cidade, por exemplo, Juiz de Fora, MG, o atual prefeito - PSDB - comprou votos a 50 reais no dia da eleição e para escapar de sanções entregou o próprio filho flagrado com notas naquele valor em suas mãos e bolsos, entregando-as a eleitores.

Julian Assange não estaria sendo crucificado, há uma bela charge sobre isso, se tivesse revelado segredos do governo da Coréia do Norte. Seria recebido pela rainha Elizabeth II, iria à Casa Branca tomar cerveja com Barack Obama e na certa receberia o Nobel da Paz.

Fez o contrário. Revelou os segredos dos países chamados democráticos, cristãos, colocou toda a sordidez para fora e isso lhe vale o ódio e a perseguição implacável desses democratas cristãos, sob o pretexto de crimes sexuais contra duas cidadãs suecas.

No Iraque armas químicas e biológicas, no caso Assange crimes sexuais.

Quando consumou a invasão do Iraque o presidente dos EUA, George Bush, escolheu o assecla Tony Blair, primeiro-ministro da Grã Bretanha, para anunciar ao mundo que Saddam Hussein dispunha de "armas de destruição em massa" e que "pretende usá-las contra a humanidade".

Nos dias seguintes aviões da força aérea dos EUA e da OTAN despejaram toneladas de bombas contra o Iraque matando civis e destruindo cidades inteiras para "livrar" a humanidade do "perigo" Saddam Hussein.

Ao final ficaram com o petróleo iraquiano. Um dos principais objetivos da guerra.

Julian Assange, australiano de nascimento, criou um site, WIKILEAKS, para divulgar documentos secretos de governos de países do mundo inteiro, principalmente dos EUA e seus aliados, dos EUA e as ações norte-americanas contra governos considerados hostis, cidadãos apontados como inimigos e fraudes as mais variadas, lógico, acima de tudo no sistema financeiro.

A fúria dos senhores do mundo extrapolou os limites, pois toda a podridão da democracia cristã e ocidental ficou exposta, todas as vísceras pútridas desse conglomerado de terrorismo de Estado, ISRAEL/EUA TERRORISMO HUMANITÁRIO S/A, exibidas em suas entranhas mais repulsivas.

Brad Manning, o militar dos EUA acusado de entregar os documentos a Assange está preso incomunicável e sem qualquer respeito aos seus direitos numa cela num quartel num canto qualquer de uma base militar nos Estados Unidos.

As acusações contra Assange movidas por uma promotora numa cidade sueca foram arquivadas num momento inicial. As "vítimas" negaram qualquer espécie de crime e uma delas chegou a postar na internet, na manhã seguinte e na própria casa onde estava com Assange que "fora um momento maravilhoso com Julian".

As pressões do governo dos EUA reabriram o processo, agora em Estocolmo, capital da Suécia, uma das colônias norte-americanas na Europa e as vítimas, ambas suecas, coagidas a silenciar sobre o fato. A publicação na internet, no entanto, restou intacta, logo, prova.

Temeroso de ser extraditado para os EUA e lá julgado e condenado a prisão perpétua ou a morte, por ter exercido o direito de informar a opinião pública sobre fatos reais e verdadeiros que se escondia a sete chaves, Assange foi para Inglaterra onde um processo de extradição correu e decidida pela justiça britânica sua entrega às autoridades suecas. A Grã Bretanha é outra colônia norte-americana na Europa.

Em liberdade provisória, num ato para preservar sua vida, manter vivo o direito de livre informação, de liberdade de expressão, refugiou-se na embaixada do Equador. Pediu e obteve asilo do governo do presidente Rafael Corrêa.

A Grã Bretanha é um leão desdentado. Sobrevive em meio ao bolor de um império falido, mantida pelos EUA, submissa aos EUA.

A polícia inglesa, a mesma que assassinou o brasileiro Jean Charles por suspeita de ser terrorista, tentou invadir a embaixada equatoriana e prender Assange, em flagrante violação ao direito internacional. Não o fez por conta dos protestos de manifestantes que não aceitam o jugo norte-americano/sionista sobre a nação.

O próprio governo britânico tentou encontrar brechas legais para essa invasão, simplesmente não existem.

Nega-se, agora, a conceder o salvo conduto, documento previsto nos acordos internacionais, para que Assange possa viajar ao Equador e lá viver.

Julian Assange simboliza a liberdade de expressão neste momento. Os documentos trazidos a público pelo WIKILEAKS mostram a ação terrorista dos EUA em vários países do mundo. Mostram fatos diversos daqueles divulgados pela mídia ocidental (braço podre e venal do terrorismo nazi/sionista), no caso específico do Brasil as ligações do jornalista William Waack com o Departamento de Estado norte-americano (agente sem subterfúgios), trazem a público toda a mentira construída e tecida pelos senhores do mundo para justificar a barbárie que se assiste em vários países na demonstração estúpida de força dos piratas nucleares.

Os protestos que se realizam em todos os países do mundo e não são mostrados pela mídia padrão GLOBO (no bolso dos donos do mundo) se multiplicam e ganham força através de um novo e importante veículo de comunicação, a internet.

O governo sueco, acuado e desmoralizado, já admite que não irá extraditar Assange para os EUA, mas não o faz oficialmente. Depende de autorização de Washington.

Foi corajosa a atitude do presidente do Equador, Rafael Corrêa, foram corajosas as decisões dos países membros da ALBA - Aliança Bolivariana - o Brasil inclusive, de repúdio às tentativas de seqüestro de Assange na embaixada equatoriana em Londres.

É vergonhoso o silêncio de várias nações européias - colônias norte-americanas - e está em jogo além da liberdade de expressão, de opinião, o direito de asilo, que nas democracias garante às pessoas sua integridade quando ameaçada pelo totalitarismo montado em milhares de ogivas nucleares e que no duro mesmo são a real ameaça às liberdades e aos seres humanos.
Nesse jogo a Grã Bretanha é só um leão desdentado. Nada além disso. Um decadente império transformado em colônia da maior organização terrorista de todos os tempos. ISRAEL/EUA TERRORISMO HUMANITÁRIO S/A.

A luta de Assange, ou que Assange simboliza encarna todo o conjunto de direitos fundamentais do ser humano. A ação terrorista britânica, norte-americana e sionista, com a conivência da Suécia e o abandono da Austrália a um dos seus, é repugnante.
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