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De olhos bem abertos, para não cair!

 Cerca de 75 % das quedas de idosos acontecem nas próprias casas e poderiam ser evitadas num ambiente mais favorável. De acordo com dados do Ministério da Saúde, um terço dos atendimentos de lesões traumáticas na rede pública de saúde é de idosos.

A queda é um evento freqüente e limitante, na terceira idade. É considerado um marcador de fragilidade. Para muitos é a institucionalização do declínio na saúde do idoso. “Desfazer esta impressão é muito importante. As quedas não são apenas decorrentes do envelhecimento. Elas podem significar que há algo de errado com a saúde ou com o ambiente onde o idoso habita", afirma o oftalmologista Virgilio Centurion , diretor do Instituto de Moléstias Oculares, IMO.

Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia , as quedas são a primeira causa de acidentes em pessoas acima de 60 anos. Cerca de 5% das quedas levam à fraturas. As mulheres sofrem mais fraturas que os homens, entretanto, a mortalidade devido às fraturas é maior entre eles. Em muitos casos, o próprio idoso tende a sub-relatar quedas, muitos creditam à idade seus problemas de equilíbrio e marcha, fazendo com que estas dificuldades de mobilidade não sejam detectadas, até que uma queda com uma conseqüência grave ocorra.  “O risco de cair, realmente, aumenta significativamente com o avançar da idade, o que coloca esta síndrome geriátrica como um dos grandes problemas de saúde pública, devido ao aumento da expectativa de vida da população no Brasil”, diz Centurion .

Ocorrência de quedas por faixas etárias a cada ano:

- 32% em pacientes de 65 a 74 anos;

- 35% em pacientes de 75 a 84 anos;

- 51% em pacientes acima de 85 anos;

- No Brasil, 30% dos idosos caem ao menos uma vez ao ano.

Fonte: Projeto Diretrizes AMB-CFM

De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria, as pessoas caem por diversas razões que englobam doenças agudas como isquemia cerebral, doenças cardíacas que diminuem a pressão arterial, ou ainda por conseqüências naturais do envelhecimento que podem ser tratadas, tais como:

  • Perda de visão devido à inadequação das lentes corretivas;
  • Vertigens e desequilíbrio por alterações do labirinto;
  • Arritmia cardíaca;
  • Osteoporose;
  • Alteração da visão em profundidade, espessura e altura devido à catarata;
  • Perda da audição;
  • Anemias;
  • Pés com alteração nas unhas, micoses, joanetes, calos;
  • Prostatismo , que leva a um esforço para urinar e provoca desmaio;
  • Artroses no pescoço que podem causar desequilíbrio;
  • Hipotensão postural que é a queda da pressão arterial quando a pessoa muda de posição, de deitado para sentado ou de sentado para em pé;
  • Fraqueza causada por desnutrição;
  • Uso de bengalas, andadores e cadeiras de rodas;
  • Doenças como Parkinson, pneumonias, infecções urinárias, infartos do miocárdio e hemorragias.

O uso de medicamentos também é causa muito comum de quedas nas pessoas com mais de 60 anos. Os idosos tendem a apresentar varias doenças crônicas concomitantes e por isto usam vários remédios ao mesmo tempo, o que pode aumentar o risco de quedas. “Os idosos que caem, provavelmente, o fazem por mais de uma razão e com freqüência é possível tratar estas causas e com isto evitar as quedas. Por isto é importante procurar auxilio médico e não usar remédios sem a prescrição do especialista”, defende Virgilio Centurion .

Incidência de óbitos por quedas:

- As quedas têm relação causal com 12% de todos os óbitos na população geriátrica;

- São responsáveis por 70% das mortes acidentais em pessoas com 75 anos ou mais;

- Constituem a 6ª causa de óbito em pacientes com mais de 65 anos;

- Naqueles que são hospitalizados em decorrência de uma queda, o risco de morte no ano seguinte à hospitalização varia entre 15% e 50%.

Fonte: Projeto Diretrizes AMB-CFM

Com a visão em dia

O declínio da acuidade visual é uma das causas mais significativas das quedas em idosos. Com o envelhecimento, o tamanho e a resposta das pupilas diminuem. Ao entrar em um recinto escuro ou sair à noite, o indivíduo idoso tem o risco de queda aumentado, pois o tempo necessário para que o olho senescente atinja um nível de sensibilidade à luz igual ao de uma pessoa jovem é maior. “Por conseqüência, indivíduos mais velhos precisam de iluminação adequada para andar com segurança”, diz Virgilio Centurion , que também é presidente da ALACCSA, Associação Latino-Americana de Cirurgiões de Córnea, Catarata e Cirurgias Refrativas.

Com o envelhecimento, também pode haver um declínio na percepção da profundidade. A alteração da percepção de profundidade pode levar à quedas associadas com subir e descer escadas. “No processo natural de envelhecimento, a visão, a partir dos 60 anos passa a apresentar sinais de deterioração”, diz Centurion .

Prevenindo quedas

Para incentivar a prevenção das quedas dos idosos, o oftalmologista Juan Caballero, que também integra o corpo clínico do IMO, enumera os principais exames oftalmológicos que devem ser realizados na terceira idade. Além dos periódicos exames de refração (que diagnosticam miopia, hipermetropia e astigmatismo), o exame de motilidade ocular também é muito importante, “pois detecta o potencial de mobilidade da musculatura do olho, revelando se existe alguma limitação à movimentação, incoordenação ; dessincromia ocasionando visão dupla, dores de cabeça ou ainda a presença de doenças oculares, endócrinas ou cerebrais”, diz o médico.

Quando a idade avança é necessário também a realização do exame de fundo de olho por meio do mapeamento da retina. “Este exame visa o estudo de toda a retina, em particular da região periférica, que não pode ser observada pela oftalmoscopia convencional. É muito útil no diagnóstico e caracterização do descolamento de retina, da retinopatia diabética, das uveítes e de diversas retinopatias ”, explica o oftalmologista Juan Caballero.

Outro exame preventivo importante, apontado pelo oftalmologista, é a biomicroscopia do segmento anterior. “Esta avaliação é fundamental para a detecção precoce da presença, localização, extensão das opacidades cristalinianas , para a revelação de possíveis fragilidades de zônula e/ou ectopia ou luxação do cristalino, sinais de inflamação intra-ocular e ainda para a avaliação da higidez da córnea, íris e ângulo da câmara anterior do olho”, informa o médico.

A tonometria é também apontada como um exame essencial, pois é capaz de rastrear o aparecimento do glaucoma. “Ao medir a pressão ocular, por meio do tonômetro , o oftalmologista pode detectar a presença de hipertensão ocular, que pode ou não ser diagnosticado como glaucoma, de acordo com a alteração ou não do campo visual e da papila óptica”, explica Caballero.

Evitar a queda é considerado hoje uma conduta de boa prática geriátrico-gerontológica , tanto em casa, quanto em hospitais, em instituições de longa permanência, sendo, para estes dois últimos um dos indicadores de qualidade no atendimento prestado a idosos. “Além disso, evitar que o idoso caia constitui-se numa política pública indispensável, não só porque o evento afeta de maneira desastrosa a vida dos idosos e de suas famílias, como também requer expressivos recursos econômicos no tratamento de suas conseqüências”, defende Virgilio Centurion .

Orientações gerais para prevenir o acometimento de quedas:

- Faça exames oftalmológicos e físicos anualmente, em específico para detectar a existência de problemas cardíacos e de pressão arterial;

- Mantenha em sua dieta uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D;

- Tome banhos de sol diariamente;

- Pratique atividades físicas que visem o desenvolvimento de agilidade, força, equilíbrio, coordenação e ganho de força do quadríceps e mobilidade do tornozelo;

- Elimine de sua casa tudo aquilo que possa provocar escorregões e instale suportes, corrimão e outros acessórios de segurança. Atenção especial deve ser dispensada ao banheiro da residência, onde acontece grane parte das quedas;

- Use sapatos com sola antiderrapante;

- Nunca ande só de meias.

- Substitua os chinelos que estão deformados ou estão muito frouxos;

- Evite sapatos altos e com sola lisa;

- Evite a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas;

-Mantenha uma lista atualizada de todos os medicamentos que está tomando ou que costuma tomar, e forneça estas informações para os médicos com quem você se consulta.

IMO

O Instituto de Moléstias Oculares, IMO é hoje uma das referências internacionais no tratamento oftalmológico, especialmente, nas áreas de diagnóstico, cirurgia e terapia. A clínica localiza-se na cidade de São Paulo, na Avenida Ibirapuera, é formada por uma equipe de profissionais altamente qualificados e devidamente credenciados junto às sociedades e instituições de classe nacionais e internacionais. Dispõe de condições ideais para atender com excelência o público, desde a infância até a terceira idade.

SERVIÇO:

IMO – Instituto de Moléstias Oculares

Endereço: Avenida Ibirapuera, 624.

São Paulo-SP

Horário de atendimento: 08:00 às 18:30, de segunda a sexta-feira.

08:00 às 12:00, aos sábados.

Telefone: (11) 5573 6424

Site: www.imo.com.br

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INFORMAÇÕES E ENTREVISTAS:

Excelência em Comunicação
Márcia Wirth
Tel : (11) 5041 6827/9394 3597
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