Policiais federais continuam em estado de greve e marcam outra paralisação para o dia 18 de abril

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Delegados da Polícia Federal e demais classes da corporação fizeram paralisação em todo o país nesta quarta-feira, dia 28 de março. A categoria parou em protesto contra o não cumprimento do acordo de recomposição salarial firmado no dia 2 de fevereiro de 2006 pelo Governo Federal. Nos 26 estados e no Distrito Federal, policiais federais realizaram atos públicos em frente às superintendências regionais e às delegacias do DPF.

Em respeito à população, não foram feitas operações-padrão nos aeroportos. “Decidimos não prejudicar ainda mais a situação já difícil dos passageiros”, explica o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Sandro Torres Avelar. As emissões de passaporte e as investigações ficaram paralisadas.

Em Brasília, após o ato público ocorrido em frente ao Edifício Sede do DPF, que contou com a participação de centenas de policiais federais, representantes da ADPF e de outras entidades de classe da PF estiveram reunidos no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A reunião com o secretário de Recursos Humanos e interlocutor do MPOG, Sérgio Mendonça, não levou a acordo.

Mendonça argumentou que o corte de custos definido pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) muda o cenário em relação ao ano passado. Mas os policiais federais não aceitam essa argumentação. Em reunião ocorrida no mesmo ministério no dia 21 de dezembro de 2006, o secretário assegurou o cumprimento do acordo. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu que os acordos estabelecidos seriam cumpridos. Ficou acertada a realização de um novo encontro com os policiais federais no próximo dia 10 de abril. No próximo dia 18 de abril a categoria faz nova paralisação e promove uma passeata na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

“Nós não temos mais nada para negociar. Queremos apenas o que foi acordado conosco. Temos um compromisso formal, assinado em papel timbrado com o Brasão da República, no qual o então ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, se compromete a nos dar o reajuste em duas parcelas ainda em 2006.”, afirma o presidente da ADPF, Sandro Torres Avelar.

A assinatura do termo de compromisso pelo ministro da Justiça, com o aval dos ministros da Fazenda e do Planejamento e com o apoio da Casa Civil, representou o desfecho de uma longa negociação desenvolvida ao longo de 2005. Os policiais federais querem reduzir a desigualdade instaurada entre a remuneração da categoria e a dos servidores dos outros órgãos que integram o sistema criminal da União, Ministério Público e Magistratura Federal. Enquanto outras carreiras típicas de Estado tiveram nos últimos quatro anos reajustes que variaram entre 130,68% e 311,73%, a polícia federal teve, nos últimos doze anos, recomposição pouco superior a 40%.

Histórico do movimento

15 de março de 2007 - Representantes da ADPF e de outras entidades de classe realizaram um ato público no Salão Negro do Ministério da Justiça, em Brasília. Cerca de 100 policiais federais cobraram o cumprimento do compromisso assinado pelo ministro da Justiça àquela época, Marcio Thomaz Bastos.
15 de março de 2007 – A ADPF encaminha carta a todos os deputados federais e senadores da República na qual pede apoio para exigir o cumprimento do acordo firmado pelo governo.
5 de março de 2007 – Integrantes da ADPF e de outras entidades representantivas de classes do DPF entregaram uma carta endereçada ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva na qual cobrou o cumprimento do acordo assumido com a categoria.
15 de fevereiro de 2007 – A ADPF e outras entidades representativas de classe do DPF realizaram um ato público em frente ao Edifício Sede do Departamento de Polícia Federal, em Brasília. Atos públicos também foram realizados nos 26 estados. A categoria decidiu, por assembléias realizadas por todo o país, entrar em estado de greve.
2 de fevereiro de 2006 – O ministro da Justiça assinou compromisso de conceder a recomposição salarial dos policiais federais em duas parcelas ainda em 2006: a primeira parcela foi paga em julho de 2006 e a segunda até hoje não foi paga.

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