A droga usada como desculpa

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E atenção, este artigo foi publicado originariamente na revista UK- Brazil - Londres- Inglaterra e deu origem à indicação de Lou de Olivier ao Lancaster House Award, como pesquisadora científica. Ao publicar este artigo, pede-se o favor de citar estes detalhes.

É comum ouvir-se comentários como: "Fulano ficou transtornado pelas drogas" ou "Cometi tal crime porque estava drogado" ou "Quando bebo perco a cabeça" e assim por diante.

O que pouca gente sabe é que a droga ( e o álcool também é considerado como droga ), não tem o poder de transformar a personalidade do indivíduo. Após alguns anos de uso contínuo, é comum afetar a memória, a capacidade de concentração/raciocínio, alterar o sistema nervoso e até prejudicar a produção de espermatozóides no homem e a liberação de óvulos na mulher. Mas todas estas alterações não fazem com que o indivíduo modifique sua personalidade/índole.

Resumindo, por mais que a droga afete o sistema nervoso não pode transformar um indivíduo "bonzinho" em um perigoso bandido. Para que a pessoa chegue ao ponto de agredir fisicamente, estuprar, assassinar ou cometer qualquer delito grave é preciso que já tenha predisposição a isso. A droga então apenas libera este instinto, transformando os atos mais repulsivos em atitudes normais dentro da mente do marginal. Pessoas com mentalidade criminosa são capazes de cometer as maiores barbaridades estando sóbrias ou bebendo um ou dois copos de cerveja. Enquanto pessoas pacatas podem ingerir grandes quantidades de tóxicos e continuarem no marasmo, chegando ao máximo à uma overdose.

Por isso é preciso estar atento a estas "desculpas" que procuram justificar crimes e/ou atitudes criminosas, pois raramente são causadas pela droga em si, seja qual for, mas sim por um desvio de personalidade/conduta do indivíduo. Nestes casos é preciso analisar o porque do desvio, trata-lo (quando há tratamento, pois alguns destes casos são realmente "perdidos") e só ai atacar a toxicomania/alcoolismo. A partir daí, chega-se à cura ou ao menos ao controle do(s) vício(s).

Na escala de classificação/tratamento dos desvios é preciso verificar que existem basicamente três tipos de indivíduos.
1- O indivíduo de boa índole, com mentalidade construtora. Este, por mais pobre que seja e menos oportunidades que tenha na vida sempre procurará construir algo de útil. Este poderá usar uma dose cavalar de qualquer droga que não sairá por ai cometendo nenhum crime .

2- O criminoso ocasional, que é aquele que sofreu algum tipo de pressão, dor ou humilhação causado pela sociedade. Exemplo, sobrevivente de chacinas, órfão maltratado em orfanatos, vítima de estupro, etc. Este é o ocasional que, revoltado com o meio e com seu sofrimento irá provavelmente praticar atos criminosos, enquanto "joga a culpa" na droga ou no Sistema ou em qualquer outro fator externo que lhe livre da responsabilidade de seus atos.

3- O indivíduo com mentalidade destrutiva. Este parece ser um criminoso nato, desde os primeiros anos de vida diverte-se cortando rabos de gatos, pisoteando o cachorrinho, quebrando brinquedos e agredindo irmãos. Desde cedo começa a arquitetar planos criminosos e não tarda a cometer furtos, roubos e mais tarde estupros e homicídios. Este indivíduo não precisa de nenhuma droga e/ou estímulo para praticar atos criminosos e, se o faz é apenas para ter uma justificativa, uma boa desculpa para encobrir sua personalidade.

Tanto o caso dois quanto o três acabam usando a droga como desculpa, sendo que o caso dois tem grandes chances de cura, mas o caso três até o momento parece fugir ao controle de qualquer tratamento. E esta afirmação deve até servir como alerta, pois 'e muito comum colocar-se todos os tipos de criminosos numa mesma cela em presídios e é ai que um criminoso ocasional termina transformando-se em um incurável com mentalidade destrutiva. Neste caso o que transtorna um indivíduo não é a droga, é o Sistema.

Saiba mais sobre este assunto, lendo os livros: " A escola produtiva " e " Acontece nas melhores famílias", ambos da Dra. Lou de Olivier. Para mais informações, consulte o site: www.loudeolivier.com.br

Dra. Lou de Olivier – Psicopedagoga e Multiterapeuta. 

 

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