Os 24 anos do Real

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Muitos brasileiros não sabem o que é inflação, ou melhor, hiperinflação. Muitos sequer sonham a que ponto chegamos nas remarcações de preços.

Lembro-me que, ao entrarmos nos supermercados, corríamos às prateleiras para pegar os produtos antes que fossem remarcados seus preços. Muitas vezes assistíamos, incrédulos, funcionários do estabelecimento remarcando os preços na nossa frente, sem a menor cerimônia. Só faltava pegar a mercadoria já em nossos carrinhos.

Não, não é piada. O preço na chegada era um e na saída, outro. Uma tropa de funcionários ficava remarcando os preços todos os dias, pois chegamos a ter uma inflação de 2.477,2 % ao ano, isso mesmo.

Ontem, domingo 1º de julho de 2018 comemoramos vinte e quatro anos da entrada em circulação do Real, a moeda que hoje usamos em nosso país.

Passados vinte e quatro anos, hoje temos uma inflação por volta de 4% ao ano, valor infinitamente inferior ao que ocorria no passado recente de nosso país.

Antes do Real, a inflação superava este índice de 4% em poucos dias, ou até mesmo em um único dia.

Mesmo com todos os problemas políticos e de desgoverno em nosso país, e principalmente a dolorosa corrupção desenfreada, a estabilização econômica propiciada pelo Plano Real permitiu muitos avanços: o mercado de trabalho se formalizou, a desigualdade social diminuiu, o Brasil passou de devedor a credor do Fundo Monetário Internacional (FMI) e a economia brasileira chegou a ser elevada a grau de investimento pelas principais agências internacionais de classificação de risco, coisa que o desgoverno da Era Dilma nos tirou. Não que o DESgoverno não continue...

Mas mesmo com a estabilidade, que levou o Brasil a um novo patamar de desenvolvimento, nossa economia tem diversos desafios, entre eles, o de manter o retrospecto de inflação baixa e aproximá-la cada vez mais a de países desenvolvidos.

Ainda não fizemos as reformas estruturais necessárias, como uma trabalhista (não o que está aí), a fiscal e, principalmente a política, para que voltemos a ter credibilidade não só dos investidores externos, como dos próprios investidores aqui do PATROPI e de nosso empresariado, que não consegue confiar em nossa classe política.

Talvez uma verdadeira reforma política, uma total faxina no meio político que assalta nosso país, pode ser a melhor solução para mantermos nossa economia em ordem e recuperarmos o respeito interno e externo.

Certamente não é com essa gentalha que anda por aí orbitando o poder que isso vai acontecer.

Eles precisam de nossa ajuda nas próximas eleições. Vamos mandar todos para casa, enquanto não vão para a cadeia.

Voltando à economia, lembro que um cenário hiperinflacionário, que corroeu a economia brasileira no passado, ainda é um fantasma que assusta, e muito.

Também existe a questão que envolve a escorchante carga tributária em nosso país que trava a economia e reduz os investimentos privados que tanto precisamos.

Vejam a questão dos combustíveis. Depois da recente greve dos caminhoneiros, a ficha caiu, e todos perceberam que no preço final da gasolina, do álcool e do diesel, mais da metade do valor nas bombas são impostos. Um absurdo. Se fossem valores civilizados, a gasolina estaria sendo vendida ao redor de R$ 3,00 e o diesel ao redor de R$ 2,30.

Chega de lero-lero, mentiras e mais mentiras. Precisamos de ações concretas.

Reformas estruturais, passados vinte e quatro anos do início da estabilização econômica, ainda são urgentes e não podem esperar mais.

Quanto aos políticos, como já falei diversas vezes, eles precisam de nossa ajuda para arrumarem outro emprego bem longe do poder.

Para os que não forem para a cadeia, ajudemos para que não se reelejam.

Nas próximas eleições, seja criterioso, escolha candidatos honestos e que tenham ficha limpa. Não eleja ou reeleja nenhum canalha corrupto.

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