Desistência de cantora prejudica lutas anti-racialista e antirracista.

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dona ivone lara e cantora fabiana

Ao desistir de interpretar na peça teatral: “Dona Ivone Lara - um sorriso negro – o musical!” que tem estreia prevista no mês de setembro vindouro, a cantora Fabiana Cozza não está ajudando em nada as lutas anti-racialista e antirracista.

Tudo, porque, em 1º lugar, no livro Literatura e Revolução o genial revolucionário marxista russo Trotsky (1879-1940) ensinou: “O papel dos poetas e artistas (inclusos atletas esportivos e sambistas) não é com o politicamente correto. Mas, sim produzir obras de excelência na qualidade, para entrar na História e ajudar a transformá-la”.

Assim, em vida as obras da saudosíssima sambista, compositora e cantora da Música Popular Brasileira (MPB) a Diva Dona Ivone Lara (1922-2018) que era preta-negra-afrodescendente deve ser interpretada como a de uma artista que produziu obras musicais de excelência na qualidade, e, contrárias ao seguinte.

Contrária à ideologia e ou/crença fundamentalistas na cientificamente não-comprovada existência de “raças” humanas, que vem ser o racialismo. Contraria também à opressão e ou/ideologia de dominação sociais baseadas na diferenciação antropológica de uma classe social ou povo sobre outro, que vem a ser o racismo. Neste acaso, atenção para estes dois ensinamentos-legados:

“Na África e países da diáspora conforme o Brasil, a luta dos pretos-negros contra o racismo e o (imperialismo) colonialismo e específica, estratégica e indissociável da luta de classes” livro Nacionalismo Negro de autoria de Trotsky. E do maior herói negro mundial, o mártir internacional da Consciência Antirracista, o sindicalista e líder socialista sul-africano Stephen Bantu Biko que é mais conhecido como Steve Biko (1946-1977): “Racismo e capitalismo são os dois lados de uma única e mesma moeda”.

Ainda pra explicar sendo objetivo, a peça teatral: “Dona Ivone Lara – um sorriso negro – o musical!” foi idealizada por Jô Santana e faz arte de um projeto artístico-cultural que tem enquanto propósito homenagear grandes artistas da MPB. Já tendo produzido em 2016: “Cartola – o mundo é um moinho” isto é que exalta vida & obra de um dos fundadores da escola de samba Estação Primeira de Mangueira e um dos imortais da MPB, Mestre Cartola (1908-1980).

A desistência da cantora Fabiana Cozza, não ajuda em nada as lutas anti-racialista e antirracista. Pelo seguinte, ela é afrodescendente, é filha do afrodescendente cantor-intérprete-puxador da escola de samba paulistana Camisa Verde Branco. Ela já cantou & gravou diversas obras musicais da saudosíssima Dona Ivone Lara. Tanto que foram os próprios familiares da saudosíssima Diva da MPB quem escolheram a cantora Fabiana Cozza para interpretá-la na peça teatral: “Dona Ivone Lara – um sorriso negro – o musical!”.

 

*militante do Movimento Negro Socialista (MNS) e da corrente interna do PSOL, Esquerda Marxista (EM) a seção brasileira da Corrente Marxista Internacional (CMI)– é jornalista.

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