EDITORIAL - O ESTADO ISLÂMICO E O BRASIL

Editorial Laerte Braga

Dilma Roussef condenou o bombardeio por forças norte-americanas de região da Síria onde estariam as forças do Exército Islâmico. Foi alvo de críticas da direita brasileira, alguns chegaram a falar em apoio ao terrorismo. Insensatez pura.. Um absoluto desconhecimento da realidade mundial, viseira de quem não entende o jogo da política internacional e não percebe na fala da presidente que o Brasil não vai participar de aventura militar contra uma força criada pelos EUA e ISRAEL para derrubar o governo legítimo de Bashar Al Assad e que se volta contra o criador. Não é novidade, a AL QAEDA foi assim também.
Uma resposta ao líder terrorista Barack Obama que manifestou intenção de ter tropas brasileiras no combate ao Exército Islâmico e participação financeira do nosso País na aventura dos Estados Unidos.
Pior, no velho estilo golpista, no Haiti, militares norte-americanos tentam seduzir militares brasileiros para a loucura. Enviar nossos jovens para servirem de bucha de canhão de norte-americanos e israelenses, numa guerra onde as espingardas têm  cano curvo e pretendem arrasar a Síria e chegar ao Irã.
O Exército e o Estado Islâmico são pretextos, como pretextos vários foram usados para ações terroristas do conglomerado ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A na Líbia, no Iraque, no Afeganistão, no Egito no golpe que derrubou Mursi (os EUA têm várias prisões clandestinas no Egito, usadas para tortura de presos) e agora na aventura fracassada na Síria.
Matam crianças, mulheres, idosos, destroem áreas civis, e Obama diz na ONU que “os Estados Unidos são uma nação pacífica”. Nem mais são u’a nação, mas um conglomerado de empresas e bancos terroristas, um país onde mais de um terço da população vive de cartões de benefícios sociais.
A tentativa de envolver o Brasil é solerte, vem com a chancela do mau caráter atávico dos norte-americanos, tenta semear a discórdia no País, ressuscitando vocações golpistas nas forças armadas, na ilusão que o papel que lhes cabe é preponderante (serão comandados, na hipótese louca disso, por um sargento qualquer).
O Brasil sim é nação pacífica.
O ESTADO ISLÂMICO resulta da criação do EXÉRCITO ISLÂMICO liderado por um inglês que se auto intitula califa, ex-agente da MOSSAD, serviço secreto de ISRAEL, para a guerra civil armada na Síria contra o governo legítimo de Bashar Al Assad, na tentativa de tomar o gás sírio, de formar um governo pró Israel, nos moldes do que acontece no Egito.
O califa voltou-se contra o criador, ficou forte, criou um Estado em áreas da Síria e do Iraque, dá demonstrações que não são de fanatismo religioso só, mas de ação estratégica contra seus criadores, recruta forças remanescentes de Saddam Hussein (Guarda Republicana) e controla boa parte do petróleo iraquiano, o que afeta diretamente os negócios das máfias do setor nos EUA.
E querem que jovens brasileiros morram nos campos de batalha inglórios do terrorismo do conglomerado ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A.
O que Dilma fez e falou foi apenas mostrar que somos um País independente e soberano e não vamos nos prestar a esse tipo de papel, até porque, há sérias dificuldades em recrutar soldados dentro dos Estados Unidos para esse ato de terror.
É elementar esse mistério. Quem pariu Mateus que o embale. Não somos colônia e estamos cada vez mais distantes disso. Por isso o apoio dos EUA a Marina ou a Aécio, tanto faz, são engraxates de coturnos do terrorismo norte-americano.