EUA: Violência policial é racista e expõe o racialismo e a ação afirmativa

É do maior revolucionário marxista Leon Trotsky (07/11/1879-21/08/1940) no livro Nacionalismo Negro a célebre frase: “É específica, estratégica e indissociável da luta de classes, o combate dos negros na África e diáspora contra o racismo e o colonialismo (imperialismo)”. Já o ensinamento: “Racismo e capitalismo são os dois lados de uma única e mesma moeda” foi tirado do citado livro pelo maior herói negro mundial o mártir internacional da luta antirracista, o sindicalista e líder socialista sul-africano Stephen-Steve Bantu Biko (18/12/1946-12/09/1977). Tais ensinamentos corrigiram a frase do revolucionário Lênin (22/04/1870-21/01/1924) segundo a qual: “O racismo em última instância é uma questão de pão”.      
Tudo, porque tal frase de Lênin acabou agravada pelos estalinistas das burocracias dos velhos Partidos Comunistas (PCs) segundo a qual: “A luta antirracista é uma questão secundária”. O que por consequência levou os carcomidos PCs no mundo inteiro a perderem quadros inclusos dirigentes negros. Quanto ao gênero de política denominado como ação afirmativa (AA) cuja grafia na língua inglesa é afirmative action é de criação do burguês e branco jurisfilósofo estadunidense John Rawls (21/02/1921-24/11/2002) e se destina a “humanizar” as desigualdades sociais inerentes às sociedades divididas em classes. Isto é, capitalistas. Tal gênero de política não pode ser confundido com a espécie chamada de cota.
Nesse caso seja a apelidada cota social ou a de natureza antropológica erroneamente chamada de “racial” em função de que o racialismo, isto é, a crença e ou/ideologia fundamentalistas na existência de “raças” humanas não é comprovado cientificamente. Erigido em 2001 no evento bancado a peso de ouro pela ONU na cidade sul-africana Durban intitulado 2ª Conferência Mundial “contra” o Racismo, a Discriminação ‘Racial´, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, o racialismo apesar de contemporâneo de AA não podem ser confundidos. Conforme Lênin ensinou: “Conteúdo e forma têm o mesmo valor, 50%”. Assim, o legado marxista-leninista foi atualizado pelos mencionados ensinamentos de Trotsky e Biko.
Tais ensinamentos devem ser aplicados em contra produção à apelidada sociedade pós “racial” estadunidense representada pelo 2º mandato do presidente Barack Obama em relação às recentes & racistas violência policial ocorrida nos Estados Unidos. Em outras palavras, a intensificação da luta de classes no mais imperialista dos países imperialistas a partir da grande crise de 2008. Ou seja, a partir do gigantesco movimento “Occupy”, da proliferação dos protestos “moral Mondays” junto com os recentes protestos contra a racista violência policial estadunidense que se alastraram por 27 estados, são mais que espontâneas e instintivas unidade de classe. São os citados ensinamentos de Trotsky e Biko.

*jornalista – é militante do Movimento Negro Socialista (MNS) e da seção brasileira da Corrente Marxista Internacional (CMI) a Esquerda Marxista (EM).

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